PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA - MCDLXXIV
«Descobriu
[Frederico Muñoz] que o PS está muito mais próximo do PSD do que dos restantes
partidos de esquerda. Nesta legislatura, o PS votou mais vezes ao lado do PSD,
do CDS e IL, do que do BE ou do PCP». Daniel Oliveira, Jornal “Expresso”,
31/10/2020.
Não
era preciso estudo algum de nenhum informático como Frederico Muñoz para o
constatar, embora o seu trabalho tenha imenso mérito porque denuncia uma das
grandes falácias, uma burla colossal que esse mestre da prestidigitação,
António Costa, criou e insuflou: a Geringonça e a sua coerência ideológica e consistência
política.
Para
chegar a tal conclusão, bastava estar atento às ideologias e às formas que
podem revestir no plano político – como por exemplo, a democracia “tout court”,
e as diferentes formas de totalitarismo – e às desavergonhadas hipocrisias de
teor político que grassam neste País e com que somos brindados todos os dias na
Assembleia da República.
Quanto
à primeira, a democracia é incompatível com o totalitarismo, como a água e o
azeite são imiscíveis, quanto ao segundo, o totalitarismo, Costa corporizou-o,
deu-lhe guarida e alento, é o “master” do oportunismo porque em desespero de
derrota, trouxe os partidos comunistas, extremistas e de natureza totalitária
como o são todos os partidos comunistas, para a área do poder. Não olhou às
consequências, agiu duma forma completamente leviana, irresponsável e
aventureira.
Pode
limpar as mãos à parede que a sua solução ruirá fragorosamente – já apresenta
brechas irreparáveis – como aconteceu ao Muro de Berlim, é só uma questão de
tempo, e a propósito, já faltou bem mais…
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