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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDLXVIII

«O fascismo é a organização de combate da burguesia que se sustenta no apoio activo da social-democracia. A social-democracia é objectivamente a ala moderada do fascismo». Estaline.

Esta frase além de intrinsecamente perversa, é horrenda, injustificável, indefensável e das maiores falácias de que tomei conhecimento…

Nunca percebi muito bem o ódio dos comunistas aos sociais-democratas. Talvez por os sociais-democracias terem conseguido fazer aquilo que os comunistas se propuseram e nunca conseguiram em lado algum onde foram poder: liberdade no seu sentido mais puro, à cabeça, educação generalizada, de qualidade e completamente gratuita, acesso à saúde para todos e em todas as idades, qualidade e abastança nas reformas, riqueza individual e colectiva, bem estar material e respeito absoluto pelo homem, pela sua religião se a tiver e praticar, e pelas idiossincrasias díspares e diversas – próprias do homem – quando existam.

O melhor exemplo dessa sanha infrene dos comunistas contra a social-democracia, foi o que se passou na República de Weimar, na Alemanha, na década de 20 e até ao advento de Hitler em 1933, em que os comunistas elegeram os sociais-democratas como inimigo principal e a abater, o resultado foi acabarem todos na prisão, sociais-democratas incluídos, e, por fim, a ascensão imparável de Hitler (democráticamente) ao poder. Uma vez no poder, encontraram-se todos nas masmorras da Gestapo e Hitler linchou-os a todos – sem excepção – comunistas e judeus à cabeça, mas os sociais-democratas também pagaram com as suas vidas por absurda e manifesta responsabilidade e cegueira ideológica dos comunistas.

A verdade é que quando se lê a frase citada de Estaline, a coisa fica mais clara, percebe-se melhor, faz mais sentido. Também explica o motivo pelo qual para os comunistas portugueses o Partido Socialista foi sempre o maior inimigo do PCP até esse político menor, que dá pelo nome de António Costa, os trazer irresponsávelmente, para a área do poder.

É caso para dizer, António Costa é um ignorante, não sabe o que se passou na República de Weimar e, pior, nunca leu Estaline…

Talvez o Pai – quando o sentava nos seus joelhos e lhe contava histórias da carochinha em que o sol brilhava sempre intensamente para todos e não havia dias de nevoeiro – lhe desse a sua versão cor-de-rosa da coisa e do facto histórico, uma vez que, ao que consta, foi militante activo do PCP, e isso deixa sempre marcas e motivos de compreensão, indulgência e solidariedade activa e perene dos filhos em relação aos Pais…





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