PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDLXIX
DAS
PANDEMIAS, DAS PRAGAS, DAS PESTES, DO INFERNO E DOS PARTIDOS QUE REJEITAM A
EUROPA…
Não
foi preciso ter estudado história para saber que na Idade Média houve uma praga
mortífera conhecida pela “peste negra”, que dizimou dezenas de milhões
de pessoas na Europa no século XIV, e que não poupou ninguém, do elemento da
mais ínfima plebe, ao membro da mais alta aristocracia, incluíndo naturalmente,
a realeza. Foi uma praga catastrófica na altura em que a Medicina dava os primeiros
passos. Bem mais tarde, há cem anos atrás, foi a “gripe espanhola” que
dizimou dezenas de milhões de pessoas, um pouco por todo o lado. De novo, o
homem foi impotente para a contraria e neutralizar.
Neste
momento, a pandemia é o Covid-19 que já conta com 1 milhão de vítimas mortais e
com dezenas de milhões de infectados por esse mundo fora e que provocará ainda
um número indeterminado de mortes adicionais. Felizmente que as coisas mudaram
e que há uma enorme esperança em medicamentos que a tratem ou em vacinas que a
previnam.
As
vacinas que estão no limiar de serem registadas e reconhecias oficialmente como
seguras e eficazes na prevenção desta maldita pandemia que tem transformado as
nossas vidas num inferno, particularmente nos países mais pobres onde as
populações não têm nem hospitais capazes e em número suficiente, nem condições
de higiene básicas, muito menos distanciamento físico necessário, basta pensar
nos bairros de lata e nas favelas que pululam por esse mundo fora.
Vejamos
em que ponto estamos neste momento:
Assim,
no primeiro quadro em infra, temos as vacinas chinesas, as 3 primeiras, e uma
quarta, fruto da colaboração e consórcio entre um laboratório chinês, um alemão
e um americano. Como a imagem comprova, só a primeira, a da SINOVAC,
está prevista estar pronta no 1º trimestre de 2021, pode ser em Janeiro, mas
também pode ser até ao fim de Março.
As
3 restantes: a SINOPHARM e a CANSINO, deverão estar prontas em
Dezembro próximo, a e BIONTECH, ainda no 4ª trimestre de 2020, ou seja,
poderá estar pronta amanhã, ou até ao dia 31 de Dezembro.
No
segundo quadro em infra, e que se refere às vacinas investigadas e produzidas
por laboratórios exclusivamente ocidentais, a situação é a seguinte:
Quer
a OXFORD (colaboração entre a Universidade de Oxford e o laboratório
AstraZeneca), quer a MODERNA, estarão prontas em Dezembro. Consta até
que a Oxford, começou já a distribuir as suas vacinas pelos hospitais ingleses
no dia 2 de novembro. Ou seja, já deve estar pronta e aguarda os trâmites
laboratoriais e burocráticos necessários à sua aprovação pelas autoridades
competentes.
Quanto
à JONSON&JONSON e à NOVAVAX, ambas têm a legitima expectativa
de estarem no mercado durante o 1º trimestre de 2021, pode ser em Janeiro, mas
também pode ser no fim de Março.
Seja
como for, isto são excelentes notícias, independentemente da logística
monumental – que os responsáveis nacionais terão imensas dificuldades em
implementar eficazmente dada a incompetência e preconceitos ideológicos de que
têm dado provas sistemáticamente desde que a pandemia começou – que será
preciso por de pé para começar por vacinar, segundo entendi, primeiro, os
profissionais da saúde, os mais expostos: médicos, enfermeiros, técnicos
auxiliares, auxiliares, etc., etc. depois, os idosos com morbilidades várias,
seguindo-se os idosos sem morbilidades, e por aí fora. No momento em que as
vacinas começarem a ser inoculadas nos diferentes grupos de cidadãos – e mesmo
que muita gente não queira tomar as vacinas por preconceito ou negacionismo – a
situação mudará de figura e poderemos começar a encarar o futuro sem este
cutelo que pende sobre as nossas cabeças, sem esta ameaça permanente às nossa
vidas!
Resta-me
acrescentar que a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
anunciou que a Comissão Europeia encomendou a diferentes farmacêuticas 800
milhões de vacinas:
E
que Portugal terá a sua parte. Muito bem, parabéns! O que seria de nós sem a
Europa?
Perguntem
àqueles que querem ver Portugal fora da Europa: nomeadamente ao BE; PCP e
Verdes… mas perguntem mesmo ou então, perguntem a vocês mesmos que votaram
neles: por que motivo voto eu nestes partidos?
Fonte: Paulo Portas, programa da TVI, GLOBAL, 1/11/2020.


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