PENSAMENTO(S) SIMPLES DO
DIA - MCDXXXVIII
«Mas o pior é o que
sucede depois [no pós-reestruturação da dívida]. A Argentina viu a sua moeda
desvalorizar 80% em dois anos, aumentando cinco vezes os preços dos produtos
importados, e a taxa de juro dos empréstimos à república está agora nos 40% ao
ano. Bonito!». João Duque, Jornal “Expresso”, 8/08/2020.
A Argentina devia chamar
Pedro Nuno Santos e mais alguma rapaziada da área que nos tem governado nos
últimos anos, ou que gravita à volta do poder socialista: João Galamba; Catarina
Martins; Pedro Soares, Louça e mais não sei quanta gente do PCP, e pedir-lhes
conselho a fim de evitar a catástrofe que João Duque menciona no parágrafo da
sua autoria que cito em supra.
E já agora,
internacionalmente, o concurso e a opinião de Varoufakis e de Tsipras que
também são peritos nesta matéria, dava muito jeito saber como evitavam a
catástrofe da desvalorização da moeda em 80% e o aumento dos preços dos
produtos importados em cinco vezes. Seguramente que estes homens têm uma
solução!
Pessoalmente fui à
Argentina há cerca de dois anos e meio atrás, de Buenos Aires até Ushuaia, a
cidade mais austral do mundo, andei por lá cerca de dez dias e uma coisa posso
garantir, qualquer refeição – apesar de ter euros no bolso, uma das moedas mais
fortes do mundo – dificilmente custava menos de 30 euros, sensivelmente, os
preços de Portugal! Fiquei estupefacto, como é que com salários baixíssimos, os
Argentinos podiam pagar refeições a este preço? Não podiam, evidentemente.
Viviam e suponho que ainda vivem, com imensas dificuldades e um custo de vida
altíssimo.
Resta-me dizer que, o
melhor mesmo, é não eleger políticos demagogos e irresponsáveis – e nós temos
um excelente exemplo; José Sócrates que quase duplicou a dívida pública entre
2005 e 2011 – que prometem mundos e fundos mas que se limitam a aumentar a
dívida pública confrangedoramente, para nós, os nossos filhos e netos pagarmos!
É verdade que Sócrates estava ao abrigo desse problema porque tinha um grande
amigo que se não lhe pagava as contas, lhe emprestava dinheiro – tanto que nem
ele sabia quanto – a longuíssimo prazo, como o grupo dos 70 preconizava para
Portugal… o que, como é óbvio, diminui o esforço do pagamento…
E o Governo de António
Costa não se pode eximir ao facto e à critica – que é pena não ser violenta
como o devia ser! – de entre 2015 e 2019, a dívida pública ter aumentado 24 mil
milhões de euros apesar da melhor conjuntura internacional dos últimos 30 anos!
E o mais extraordinário é que Pedro Nuno Santos – um dos grandes defensores do “Não pagamos!” – uma verdadeira luminária, é Ministro deste Governo! Estamos bem entregues, convém que continuem a votar nesta rapaziada que o desastre, cedo ou tarde, está garantido como se vê pelo exemplo argentino…

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