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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDL

«Sou candidato a Presidente da República, não sou candidato a percentagens eleitorais». João Ferreira, candidato do PCP às presidenciais. Jornal “Expresso”, 19/09/2020.

Vejamos, realisticamente, João Ferreira não pode ter aspirações a ser Presidente da República, basta atentar nas percentagens conseguidas e nas desistências consumadas pelos candidatos comunistas em eleições presidenciais anteriores para chegar facilmente a essa conclusão inevitável:

1976 – Octávio Pato: 365.586 votos ou 7,5%.

1980 – Carlos Brito desistiu a favor de Ramalho Eanes.

!986 – Ângelo Veloso desistiu a favor de Salgado Zenha.

1991 – Carlos Carvalhas: 635.373 votos ou 12,9%.

1996 – Jerónimo de Sousa desistiu a favor de Jorge Sampaio.

2001 – António Abreu: 223.196 votos ou 5,2%.

2006 – Jerónimo de Sousa: 474.083 votos ou 8,6%.

2011 – Fernando Lopes: 300.925 votos ou 7,1%.

2016 – Edgar Silva: 183.009 votos ou 3,95%.

Podemos chegar a algumas conclusões analisando estes números e estas performances: primeiro, as votações oscilaram entre uns bons 635.373 votos de Carlos Carvalhas em 1991 – muito bom, considerando que a queda do Muro de Berlim ocorreu em 1989 e a implosão da U.R.S.S. estava a acontecer, e o desastre nas últimas eleições em que Edgar Silva não foi além de uns míseros 183.009 votos e 3,95% de percentagem do total de votantes, muito mau, roçou a humilhação para um partido que pretende influenciar decisivamente o futuro dos portugueses!

É por isso que, por mais que proclame que é candidato a Presidente da República, João Ferreira é candidato mas nunca à vitória, logo, podia admitir realisticamente esse facto – ficava-lhe bem – e deixar-se de frases grandiloquentes.  João Ferreira é candidato exclusivamente a uma percentagem e essa percentagem é baixíssima, roça a irrelevância, como tudo o que diz respeito ao PCP será no curto prazo – a exemplo do que aconteceu aos seus congéneres na Europa –  inevitavelmente desprezível, descartável, irrelevante e irrisório!




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