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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDXXXIV

“The inherent vice of capitalism is the unequal sharing of blessings. The inherent virtue of Socialism is the equal sharing of miseries.” Winston Churchill.

«Esperemos que não aconteça [o domínio tecnológico da China sobre o ocidente]. Porque uma era digital dominada pela China, cujo regime é uma ditadura, será mais fechada e controlada correndo o risco de realizar a distopia de George Orwell com um poder totalitário a gerir as tecnologias mais avançadas e a exercer a vigilância total dos cidadãos». António Costa Silva, consultor do Governo de António Costa e autor do plano de recuperação da economia portuguesa pós-Pandemia. 16/08/2020.

Li George Orwell há muitas décadas atrás. Na altura fiquei muito impressionado. O comunismo não tinha ainda entrado em colapso, nem pouco mais ou menos, ainda era pujante nos favores da intelligentsia mundial e, sobretudo, da portuguesa. Contudo, Georges Orwell, um combatente na Guerra Civil Espanhola ao lado dos Republicanos, escreveu a sua obra; “1984”, enquanto forte denúncia do comunismo, principalmente do Estalinismo, como um sistema brutal, maléfico e escravizador do homem cujo expoente máximo ganhava forma no “big brother is watching you”.

Num acto de presciência notável, o homem anteviu o que a tecnologia poderia fazer a favor do totalitarismo – daí a sua importância enquanto pensador – e do perigo que consistiria o domínio por parte de uma ditadura feroz da tecnologia que lhe permitiria manter-se no poder “ad eaternum”, sem uma réstia de democracia, apesar de proclamar à insanidade o contrário.

Alertou-nos muito precocemente – devemos-lhe isso – e morreu em 1950, sem ter observado e sem ter chegado o tempo em que essa ideologia tenebrosa se descredibilizaria e colapsaria, sobretudo após a morte de Estaline em 1953 e a correspondente “destalinização” acompanhada da denúncia dos seus crimes principais, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, PCUS,  por parte de Nikita Khruschov, em 1956. O comunismo tornar-se-ia um flop monumental e não resistiria a nenhuma comparação com o Ocidente – excepto militarmente – a começar pelo principal e capital; o colapso da U.R.S.S. – berço da aventura socialista – arrastando com ela quase todo o comunismo mundial, com poucas excepções; a chinesa, norte-coreana e cubana.

É por isso que não tendo nenhuma simpatia pelo socialismo, seja sob que forma for, não obstante, não posso deixar de saudar António Costa Silva pela sua visão sobre um comunismo detentor de altíssima tecnologia ao serviço de uma ideia e uma ideologia perversas; a chinesa!

Quanto ao resto, ou seja, quanto ao seu plano, há que aguardar mas o facto de ser feito a pedido de António Costa e do PS, suscita as maiores dúvidas e desconfianças porque ninguém quer, conscientemente, partilhar misérias…




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