PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDXXVIII
“Quando,
numa época tão grave para a vida da República, a preocupação do principal
partido da oposição é a de não fazer debates para deixar trabalhar o
primeiro-ministro, fica-se com a sincera dúvida se o regime constitucional
português possui o necessário sistema de freios e contrapesos, que é essencial
a qualquer regime democrático”. Menezes Leitão, bastonário
da Ordem dos Advogados, Jornal “Expresso Curto”, 12/08/2020.
Há
dias, um amigo de longa data e completamente desafecto ao centro e à direita,
(foi do PCP durante muitos anos e saiu desiludido, arrisco dizer, embora nunca
me tenha confessado a razão da sua deserção, nem eu lha tenha perguntado…)
afirmou que não se podia culpar o povo português por votar no PS, é que,
segundo ele, não havia oposição nem ninguém credível para contrapor a Costa…
embora não esteja de acordo com esta afirmação, se não fosse por mais nada – pela necessidade nacional de substituir um Primeiro-Ministro sem estrutura ética
para o cargo, logo, completamente inapto para o mesmo – por defender um princípio que elege como
válida a negação por ausência da virtude, não obstante, reconheço que ele tem
alguma razão…
Com
efeito, a frase de Menezes Leitão que cito em supra, é lapidar e reduz Rui Rio
a zero ou quase, enquanto líder da oposição.
Rui
Rio, a lidar com um Governo de lástima como este, devia fazer, no mínimo, uma conferência de imprensa semanal a
criticar e a denunciar as deficiências, omissões e erros clamorosos deste Governo nos últimos
7 dias, não lhe faltariam casos; do colossal descalabro da saúde (não sei como
é que há pessoas bem intencionadas, reconheço, que conseguem defender esta
aprendiz de feiticeiro que é a Ministra da Saúde?) às nomeações perversas na
Justiça, das (in)acções da Ministra da Cultura, dos erros gravíssimos,
sobretudo nos lares, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
da acção nefasta do Ministro das Infraestruturas e Habitação na CP, no dossier Tap e
na sua desvalorização subsequente e inacção confrangedora; às acções de
propaganda desenfreadas de Medina – homem de mão de Costa, depois de o ter sido
de Sócrates e dos erros inaceitáveis que
comete na estruturação do tráfego em Lisboa – a não sei mais quantos casos que
rebentam como cogumelos semanalmente dada a incompetência de Costa e do seu
Governo de indigência nacional.
Auguro
a Rio um futuro negro – e como corolário, a todos nós – com uma derrota
colossal nas próximas legislativas, demissão e entrega do País a Costa por mais
uns longos anos, talvez até à próxima bancarrota!
Que
raio de País é este que tem uma classe política, uso a expressão popular:
abaixo de cão!?

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