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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDXXII

«No sector público existe um buffer que é o de aumentar o horário semanal das 35 para as 40 horas até ser fechado tudo aquilo que ficou por fazer, incluindo as consultas, aulas extras para alunos que ficaram para trás e tratamento de processos que ficaram por aprovar. Isto não é de direita ou de esquerda, liberal ou socialista». Carlos Guimarães Pinto, texto publicado a partir do FB, 03/08/2020.

Esta é a primeira medida concreta que leio e que faz todo o sentido para recuperar o País e a sua economia, sem estar a contar com o ovo no cú da galinha, a pedinchice descarada que se agravou substancialmente com este Governo: os milhões de Bruxelas.

Um Governo de indigência absoluta como o que nos governa, nunca a poderá adoptar. E não pode aceitá-la – mesmo que ela esteja correcta e seja pragmática – por um motivo muito simples; ao fazê-lo, implicitamente admitiria como a medida quando foi tomada, o foi exclusivamente por motivos eleitoralistas e populistas e contrária ao interesse nacional, se num período de aperto suspendê-la pode ser a panaceia para os males de que padecemos, isso significa que nunca deveria ter sido adoptada, quando muito numa situação óptima que não existe nem nunca existiu! Somos pobres, os pobretanas da Europa!

De há anos a esta parte – sobretudo a partir da baixa das 40 para as 35 horas na Função Pública – que há uma degradação substancial da prestação dos serviços públicos; sobretudo na saúde, um rol impressionante de atrasos nas consultas e nas operações que só se agravou exponencialmente com o Covid-19; mas em todos os serviços prestados pelo Estado, do atraso na entrega das cartas de condução, à emissão de passaportes, certidões, ou à simples renovação de cartões de cidadão.

Esta medida das 35 horas é incompatível com a nossa pobreza e o atraso do País e foi tomada completamente ao arrepio dos interesses dos portugueses. Mesmo os que saíram directamente beneficiados com esta medida – a Função Pública – deviam pensar em como ela é prejudicial ao País onde vivem, e se é prejudicial ao País, é prejudicial a eles próprios, filhos e netos.

Com este Governo caminhamos a passo largos para uma “Mexicanização” da vida política portuguesa; onde o PRI O Partido Revolucionário Institucional deteve o poder hegemónico neste País entre 1929 e 2000, bloqueando qualquer alternância que em democracia tem que existir para evitar a instalação de pessoas, a acomodação de poderes e, finalmente, a corrupção generalizada.

Além do México, na Venezuela, mais uma vez a esquerda e as suas crenças, efabulações e utopias, deram cabo de um País que chegou a ser um verdadeiro “El Dorado” para milhões de emigrantes de todo o mundo. E nós arriscamo-nos a uma espécie de “Venezualização” à europeia.

Esta começa sempre com o controle da imprensa e da liberdade de opinião, o que o PS está sibilinamente a fazer com os 15 milhões de euros distribuídos pelos meios de comunicação social e a monitorização do discurso do ódio na net:

https://www.publico.pt/2020/07/01/politica/noticia/governo-vai-monitorizar-discurso-odio-internet-1922656

Pois é…




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