PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA – MCDXVII
«Salgado
pagava a Pinho, que estava no Governo de Sócrates, Sócrates pedia dinheiro vivo
a Carlos Santos Silva, que recebia transferências da Suíça de Helder Bataglia,
que recebia dinheiro em Angola, vindo do Luxemburgo, mandado por Ricardo
Salgado. Pinho recebia dinheiro de patrocínios da EDP de Mexia para dar aulas
nos EUA». Pedro Santos Guerreiro, Jornal ”Expresso”,
18/07/2020.
POR
FAVOR, SAIAM DA FRENTE, VOU VOMITAR!
Mas
o que mais me incomoda nem é o facto de a justiça ter demorado imensos anos a
preparar a peça acusatória a José Sócrates, no caso Marquês, ou a Ricardo
Salgado, no caso da falência do grupo BES/GES, é natural, o caminho da acusação
estava cheio de pedregulhos e completamente armadilhado por especialistas. O
que mais me incomoda é a indiferença com que lidámos com estes casos, é o
encolher de ombros, é falta gravíssima de não retirarmos as ilações apropriadas
e necessárias no aspecto prático da coisa, e na vertente ética.
Um
bom exemplo é José Sócrates e o Partido Socialista, há acusações do Ministério
Público – quer o homem vá a tribunal responder pelos crimes de que é acusado,
quer não vá – que, sem nenhuma margem para dúvida, consubstanciam actos inaceitáveis, por exemplo, receber dinheiro “emprestado” do amigo
Carlos Santos Silva, CEO do Grupo Lena, enquanto decorriam adjudicações a este Grupo por parte do Estado sendo Sócrates
Primeiro-Ministro! (Nunca é de mais repeti-lo!).
Não
vi ainda nenhuma sanção óbvia, concreta, palpável desse facto, nem nenhuma
crítica por parte de quem o escolheu, de quem levou José Sócrates ao poder.
Primeiro, o próprio Partido Socialista que o designou como o primus inter-pares
para governar o País, já alguém no P.S. fez mea culpa por este faux
pas? Nada, António Costa e o P.S. distanciaram-se de José Sócrates mas não
pediram desculpa ao povo português pelos danos gravíssimos que este e o seu
Governo causaram ao País. E tinham a
estrita obrigação de o fazer!
O
povo português também tem culpas no cartório por lhe ter dado uma vitória com
maioria absoluta – bem sei que isso só foi possível com a miserável fuga de
Durão Barroso para Bruxelas abandonando o País e quem nele tinha confiado – para
depois o reconduzir em 2009, já com o País a resvalar perigosamente para a
falência. O Povo português não pode acusar José Sócrates, não há instrumentos
para tal, mas, sabendo que 30% dos membros deste Governo provêm do Governo de
Sócrates, tinha a estrita obrigação moral de não votar neste partido e de
estabelecer, no mínimo, um período de nojo que está longe de ter passado.
Portanto,
e para usar um lugar comum mas certíssimo:
O
povo português tem o que merece e os governantes ao estilo de Sócrates, como
António Costa, em quem vota de braços abertos e, pelas últimas sondagens, em
quem se apressa a renovar a confiança, que lhe servem e o satisfazem.
É bem feito, eu vou continuar a vomitar, paciência, antes isso do que digerir toda esta porcaria e aceitar este indescritível lodaçal!

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