PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDXVIII
“Em relação à luta política não me sinto vencida, na obesidade sim”, Isabel do Carmo, Médica em declarações ao Público, Jornal “Expresso Curto”, 21/07/2021.
É curioso, em primeiro lugar, quem quer saber da obesidade de Isabel do Carmo? Eu não, seguramente, desde 1975 que a associo ao PRP-BR, o Partido Revolucionário do Proletariado – Brigadas Revolucionárias – o nome diz tudo – ou seja, um grupúsculo pseudo-revolucionário que não representava nada nem ninguém, mas que se achava e arvorava ´Senhor´ da verdade absoluta, se não divina, pelo menos revolucionária… e se necessário, pela força das armas, o que não deixa de ser uma excelente credencial!
Depois, não sei que idade tem Isabel do Carmo, mas depois da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, mas é fraquíssima em diagnósticos políticos e ilações correlativas…
A Drª Isabel do Carmo que, extraordináriamente, não se sente vencida, ainda não percebeu que o comunismo – depois da queda do Muro de Berlim em 1989, da implosão da U.R.S.S. em 1991, do colapso do comunismo em toda a Europa de Leste logo de seguida, e da expressão eleitoral ínfima – para não dizer de irrelevância absoluta de todos os partidos Comunistas na Europa – só visível à lupa, e para usar uma expressão muito popular:
“JÁ ERA”!
P.S. – a actual luta do povo de Hong-Kong pela democracia e pela liberdade para fugir à autocracia de Pequim, seguramente que, para ela, não passam de um

Coitadinha. É um pobre diabo.
ResponderEliminarAmigo Rui,
ResponderEliminarSó discordo quando fala da luta do povo de Hong Kong, pela democracia como uma coisa legítima. Veja que não estou a fazer a defesa do regime político chinês, que é uma coisa entre o Socialismo e o Capitalismo. Basta ver que em algumas cidades chinesas há uma Bolsa de Valores, como em qualquer país capitalista.
A falácia da luta do povo de Hong Kong, está na interpretação do acordo "Um País Dois Sistemas". Os governantes mudaram, tanto na China como na UK, e o espírito do acordo perdeu-se.
Um País quer dizer um território, uma Lei, um sistema político, e, possivelmente, outras coisas. Dois sistemas quer dizer dois sistemas económicos- o da China e o Capitalismo. Mas era só por 50 anos. Exigindo democracia, estão a exigir uma coisa a que a China não se obrigou no acordo.
50 anos são duas gerações. É o tempo de uma geração preparar a seguinte, para a transição. É para que a transição não seja um choque. Parece que ambas as partes estão apenas a atrasar o choque 50 anos. Deviam estar, ambas as partes, a preparar a transição.
Um abraço.
Caro César,
ResponderEliminarNão posso estar de acordo, o espírito de um acordo não se pode perder por mudarem as pessoas na China e no UK, os acordos em regimes de Estado de Direito são para cumprir e a China obrigou-se, em 1997, aquando da transição para a devolução da soberania (limitada) à China, durante 50 anos a respeitar o estatuto de HKG, onde havia a democracia que os Ingleses lá deixaram, logo, a China está a alterar o que acordou. Acresce que o comunismo está moribundo em todo o lado e ninguém sabe se na China perdurará mais 27 anos, altura em que o acordo chega ao seu termo e a integração será total.
Um abraço
Este comentário foi removido pelo autor.
EliminarO espírito de um acordo pode transmitir-se de boca a orelha, entre governantes. Não havendo isso, só resta a letra, e o espírito perde-se. A minha interpretação resulta da meditação que fiz sobre o tema. A meditação também é um meio de atingir o espírito. Não tenho a pretensão de ter atingido a Verdade, pelo que, dentro de uma dúvida razoável, a sua interpretação pode ser verdadeira. Acresce que não conheço o texto, o que significa que não posso afirmar nada com razoabilidade.
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