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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDX

«Rui Rio propõe fim dos debates quinzenais com o primeiro-ministro e apenas dois plenários por semana. Líder da oposição quer acabar com os debates quinzenais com o primeiro-ministro, que seria obrigado a ir à AR apenas 8 vezes por ano». Jornal “Observador”, 30/06/2020.
Leio este parágrafo e fico incrédulo, estupefacto. Votei sempre em Rui Rio nas autárquicas para o eleger enquanto Presidente da Câmara do Porto. Mas se pudesse recuperar o meu voto fá-lo-ia, retirar-lho-ia por pura perda de confiança.
Esta afirmação é a coisa mais absurda e os argumentos invocados também – “o Primeiro-Ministro precisa de tempo para trabalhar” – de que já tomei conhecimento.
Rui Rio com certeza que prefere que António Costa, no seu populismo infrene, apareça mais vezes em actos públicos vazios de interesse para os portugueses e que só obedecem á sua agenda pessoal e de propaganda descarada, como assistir a um espectáculo público de um artista de que nunca tinha ouvido falar, dando um claro exemplo do que não devia ser feito em tempos de Pandemia.
Rui Rio devia confrontar António Costa com dois dos maiores escândalos dos últimos tempos: as cláusulas secretas que o seu Governo assinou aquando da venda do Novo Banco, que admitem a possibilidade em caso de gravidade imprevista – como a Pandemia tipifica – de uma injecção de dinheiro adicional, para além dos 3,9 mil milhões de Euros que figuram nas cláusulas contratuais e que são de índole pública, e a cláusula secreta assinada aquando da reversão da privatização da Tap e que previa a recuperação do controlo estratégico mas a perda de direitos económicos agravando a exposição do Estado a contingências futuras e a indemnização aos privados em caso de nacionalização.
Que Rui Rio não fustigue o Governo com esta falta de lisura e estas posições que abalam completamente a bazófia da reversão e o falhanço do seu socialismo de fachada, um socialismo da treta e em que só lorpas acreditam, mete muita impressão. Rui Rio devia, em alternativa, pedir debates semanais, isso sim, obrigava António Costa a dar mais explicações sobre a indigência da sua governação!
Rui Rio não cumpre minimamente o seu papel de líder da oposição ao serviço do povo português, o papel de qualquer líder da oposição que se preze. Rui Rio propõe algo que Costa só pode aceitar de braços abertos e agradecer a sua prodigalidade, que é completamente incompreensível e que só reforça a sua falta de comparência, coerência e competência no difícil papel de enfrentar e de lutar contra as “geringonças” da política nacional que nos desgovernam e arrastam para mais um desastre nacional!
Será o quarto, sómente!
Afinal, o “É Hora de Agir” é só propaganda de cartaz, infelizmente!




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