PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDVIII
«As três primeiras condições excluem, à partida, Rita Rato:
[para dirigir o Museu do Aljube - Resistência e Liberdade]
"formação superior adequada à função (preferencialmente na área de história
política e cultural contemporânea)", "experiência em funções
similares (preferencialmente na área dos museus)" e "em programação e
produção de exposições". Ainda assim, a ex-deputada
comunista, de 37 anos, formada em Ciência Política e Relações Internacionais,
candidatou-se». Jornal “DN”,
09/07/2020.
E mesmo assim, ganhou o lugar. Este facto dá bem a dimensão
do estado a que chegou este desgraçado País.
É conhecida a entrevista a Rita Rato em que lhe perguntaram
o que achava dos “GULAG” na antiga U.R.S.S. e Rita Rato – deputada da Nação – surpreendente
e extraordináriamente, respondeu que ignorava o que eram os GULAG!
Isto é mais ou menos a mesma coisa que perguntar a um
açougueiro a sua opinião sobre a qualidade da alcatra, e o homem responder que
não sabe que carne é essa…
Uma pessoa que se apresta a dirigir uma instituição que
pela sua natureza, necessáriamente,
trata de pessoas privadas, no mínimo, de liberdade de expressão, de
reunião e de manifestação por terem resistido, no nosso caso, à PIDE e às
políticas repressivas do Estado Novo, e que foram, nomeadamente, vitimas de
julgamentos fantoches em Tribunais Plenários e sujeitas a mais não sei quantas
tropelias atentórias da integridade física e da dignidade humana, não pode,
evidentemente, dirigir uma instituição desta natureza se ignora o que de pior
se fez na matéria na antiga U.R.S.S., e ainda por cima, sendo paga pelo erário
público, por todos nós, para a função!
É sabido que os GULAG são campos de concentração dos
opositores do comunismo na antiga U.R.S.S., criados por essa mente perversa que
dava pelo nome de Estaline e em que milhões de pessoas pereceram ou morreram
vítimas de maus tratos, fome, frio, doenças, exaustão, violações sexuais e
brutalidades indescritíveis. Os únicos campos de concentração que lhe são
comparáveis são os criados pelos nazis para extermínio dos judeus, talvez um
pouco mais cínicos estes, por na porta de entrada – destes só se saía em forma
de fumo e dos gases libertados devido à incineração de cadáveres – estar
escrito: “ARBEIT MACHT FREI”!
Há ainda os “Killing Fields” de Pol Pot, no Camboja, os
campos de reeducação de Mao Tsé-Tung, na China, as cadeias horrendas da
dinastia Kim, na Coreia, as masmorras abjectas de Fidel Castro, em Cuba, e mais
não sei quantos aljubes de não sei quantos carniceiros que pulularam no século passado
e ainda neste e que, no essencial, o fizeram em nome e defesa do(s)
totalitarismo(s), com o comunismo à cabeça, destacadíssimo.
Pelos vistos, Rita Rato além de ignorar os GULAG, também
não deve ter conhecimento destes congéneres dos Gulag, ou só está ao corrente
do que foi o aljube fascista de Peniche de onde o glorioso Álvaro Cunhal se
evadiu num verdadeiro acto litúrgico de ascensão – o comunismo e o cristianismo
têm imensas afinidades… – que o elevou ao papel de verdadeiro Deus no meio dos ateus e indiferenciados intelectuais ou
simplórios proletários, militantes do PCP?

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