PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCXCVI
«Privatização
da companhia foi opção política e não houve gestão danosa, conclui DCIAP: não
houve nem gestão danosa nem nenhum outro crime do género quando o Governo liderado
por Passos Coelho entregou 61% da companhia ao patrão da Barraqueiro, Humberto
Pedrosa, e ao empresário de origem brasileira David Neeleman […]». Jornal
“Público”, 11/06/2020.
Disseram
na altura cobras e lagartos sobre esta privatização! Arrasaram o Governo PSD/CDS
que tinha inscrito expressamente no seu programa a privatização da Tap.
E
agora, o que dizem? Agora devem estar muito contentes com os 1.200 milhões de
Euros que o Estado lá vai meter, que inevitavelmente provirão dos nossos
impostos e terão que ser pagos – não há almoços grátis, nunca! – de uma forma
ou de outra.
Todos
os que querem um Estado com uma posição avassaladora na economia e na
sociedade, deverão ficar contentes – a Tap ajuda esse objectivo
independentemente de ter dado lucro duas vezes em 75 anos de existência e ser
um sorvedouro de impostos permanente, um buraco sem fundo que por mais
reorganizações que façam e equipas que mudem, vai manter a rota de prejuízos crónicos.
Eu
não, quero o contrário, quero o mínimo de Estado – que é indispensável nalgumas
áreas; como a saúde, a soberania e a educação, por exemplo – porque não só não
sou anarquista como não acredito minimamente na (fábula) fase, como acreditam
piamente os comunistas, que após a Ditadura do Proletariado, o Estado
desaparece…
Tenho
os pés bem assentes na terra e não acredito em quimeras. Só de pensar que o meu
IRS nunca mais vai baixar, antes pelo contrário, subirá inevitavelmente, fico
furioso…
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