PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA -
MCCCLXXXVIII
«Está
nas mãos do PS impedir que o Governo caia».
Jerónimo de Sousa, líder do PCP, Parangona do “Diário de Notícias”, 24/05/2020.
Esta frase
“dramática” de Jerónimo de Sousa pode ser interpretada de várias formas; a
primeira é, subtil e subliminarmente avisar o PS de que o PCP vai votar contra o Orçamento
Rectificativo – que no tempo do Governo PSD/CDS tinha uma conotação horrível,
agora, para a descartar, até mudou de nome, passou a Orçamento Suplementar… –
que aí vem., que vai ser apresentado e votado em Junho.
A
segunda é: o PS tem que voltar a assinar com o PCP – à esquerda, somos imprescindíveis
e incontornáveis para o País avançar e progredir – um contrato ao estilo
“geringonça” porque só este garante que caminharemos em frente, na devolução de
direitos, na reposição de salários, etc., etc., a lengalenga do costume…
Finalmente,
o PS que não se esqueça que governa em minoria – o PCP liberto de acordos encarregar-se-á
de lhe fazer a vida negra – com todos os inconvenientes da fórmula…
O “tio”
Jerónimo nem por um momento aventa a hipótese de António Costa estar
interessado em que o seu Governo caia no Parlamento, no meio de uma crise de
proporções dantescas e em que o Presidente da República, em conúbio descarado
com António Costa, convoque eleições que o PS dramatizando um pouco, ganhará
com toda a facilidade com maioria absoluta – as sondagens confirmam-no – e que
o PCP, reduzido a um único “compagnon de route”, o PEV, desta vez tenha um
resultado tão mau – não serão os 6, 46% das últimas eleições, é o limiar da irrelevância
ao estilo CDS – que é a soleira, o prenúncio do caixote do lixo…
Como é
possível tanta ingenuidade, “tio” Jerónimo? Ou será grandiloquência?
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