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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA -MCCCLXXXIX 
«Dívida pública atingiu recorde de 262,1 mil milhões de euros em abril». Jornal “O Observador”, 1/6/2020.
“Palavras não pagam dívidas”. William Shakespeare. 
A dívida pública é das coisas mais sérias com que temos que lidar; para além de hipotecarmos miseravelmente o futuro dos nossos filhos e netos, é perigosíssima porque tem o condão de nos escravizar completamente se houver um aumento grande dos juros, – não teremos recursos para a pagar e aos respectivos juros – falhe, seja porque razão for, a almofada do Banco Central Europeu, ou aconteça outra desgraça qualquer deste género e imprevisível, também ninguém contava com o Covid-19…
Ao que consta, é o valor mais alto desde 1995.
Boa, rapaziada, é isso mesmo que é preciso fazer, é caso para dizer: “no dever é que está o ganho – quanto mais devermos, melhor…” – o ganho, sim, mas dos outros, dos credores! 
Apetece-me dizer:
É um número dantesco e pornográfico!
Dir-me-ão, foi por causa da Pandemia!
Responderei:
É um número dantesco e pornográfico!
Por causa da pandemia ou não, e não foi de todo só por causa da pandemia, vai ser preciso pagá-la! Essa é que é essa, e vai doer muito, vai custar muito! Por um motivo ou outro, por azar ou desventura, os socialistas são sempre os campeões da dívida, eles têm sempre muitas “adversidades” quando governam, da outra vez, alegaram que foi a “crise internacional”, desta vez, é a Pandemia!
Há sempre uma razão qualquer, eles, coitaditos, são os “masters” do azar! Quando António Costa chegou ao poder a dívida pública – que Sócrates já tinha cometido a extraordinária proeza e gentileza de quase a dobrar no seu consulado – era de 235,7 mil milhões de euros, é agora de 262,1 mil milhões: uma bagatela de mais 26,4 mil milhões em pouco mais de 4 anos e meio quando a Pandemia tem 3 meses... (Fonte: Pordata).
Mas, surpreendentemente, estamos contentes e felizes – nunca criticámos António Costa por ter praticado uma política de chapa ganha, chapa batida, gastaram tanto que as reservas não duraram sequer para dois meses de despesas imprevistas, quase não existiam, foi tudo à vida num ápice! Raparam o tacho! – somos masoquistas, então não é que o PS, o principal fautor deste descalabro, destes números dantescos e desta pornografia, está no limiar da maioria absoluta?

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