PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCLXXXIV
«Quatro
países da linha dura europeia da austeridade – Áustria, Suécia, Dinamarca e
Países Baixos – trabalham em conjunto para apresentar uma proposta
alternativa ao plano franco-alemão de ajuda à reconstrução da economia da União
Europeia […]». “O Jornal Económico”,
24/05/2020.
O
Primeiro-Ministro Holandês disse há dias que a Holanda tinha feito inúmeras
reformas e que tinha apertado o cinto duramente nos últimos anos para estar
melhor preparada para enfrentar a Covid-19, isto é a mesma coisa que perguntar:
Portugal, Espanha, Itália e Grécia, fizeram o mesmo, ou seja, reformas e
austeridade?
Não
sei em relação aos outros países, isto é, em Espanha parece que as coisas vão
de mal a pior no Covid e na política, agora em relação ao meu, sei muito bem,
reformas zero e austeridade, não sou eu que o digo, é António Costa, que afirma
alto e bom som que não haverá austeridade,
e é tal a veemência com que o afirma que se pode dizer que austeridade, só por
cima do seu cadáver, entende-se a figura de estilo que criei mas que julgo não
falseará o que lhe vai na alma…
Creio
que algum meio termo vai acontecer entre a linha dura, estes quatro países e a
proposta franco-alemã dos quinhentos mil milhões de euros de subvenções, ou, se
preferirem, de dádivas que não aumentarão a dívida pública e permitirão fazer
algumas flores e acudir a inúmeros sectores aflitos da actividade económica,
social e cultural.
Contudo,
se não houver subvenções, subsídios, dádivas ou como lhe queiram chamar, é
melhor perguntar a António Costa em que cemitério pretende que repousem os seus
“restos mortais” – que é como quem diz, a sua coerência e presciência políticas...
– no Alto de S. João, nos Olivais ou no Lumiar?
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