«As coisas correram otimamente
bem. As personalidades do PR e do PM combinam harmoniosamente». Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios
Estrangeiros, Jornal “Expresso”, 09/05/2020.
«Ao examinarmos os erros de um homem, conhecemos o seu
carácter». Confúcio.
Fui educado num ambiente em que o meu Pai, além de ser
um indefectível admirador do Camilo e do Eça de quem nos citava de memória longos
extractos das suas obras, alertava-nos sempre para coisas que ele considerava
graves, como erros comezinhos que não devíamos cometer em português.
Não me admiro que o PS que tem as rédeas do poder
outra vez, há mais de cinco anos, não ponha cobro a esse miserável acordo
ortográfico que nos rege oficialmente, ainda por cima, quando vemos o próprio
Ministro dos Negócios Estrangeiros dar erros de palmatória em português! Faz
sentido…
Na primária, ensinaram-me que “otimamente” era um
superlativo absoluto simples, ou seja, não havia nenhum adjectivo que pudesse
transmitir um grau superior a esse, lembro-me aliás, que em relação a ÓPTIMO, a
sequência era: BOM; MELHOR, ÓPTIMO!
É por isso que sinto calafrios quando leio o que
Santos Silva disse: “otimamente bem”!
Já não tinha grande consideração por ele quando
afirmou: “eu gosto é de malhar na direita”, porque esta frase dá a
dimensão do seu apego à democracia, do seu respeito pelos seus adversários e da
sua total falta de sentido de Estado, agora, para cúmulo, demonstra que não
sabe português!
Mas será que nós, portugueses, não nos apercebemos
disto? Que tristeza e que mal que estamos representados nos areópagos internacionais. Se é assim na sua língua Mãe, imaginem só em Francês ou em
Inglês, línguas incontornáveis na diplomacia internacional…
Uma última nota; a personalidade de Marcelo combina
harmoniosamente com a de Costa, diz Santos Silva – eu já tinha mil e um motivos
para não votar outra vez em Marcelo, mas só esta razão chegava e sobrava…
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