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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCXLV

«A pandemia de coronavírus colocou um travão à tendência de melhoria do mercado de trabalho em Portugal, levando mesmo a uma inversão dessa trajetória. Só nos primeiros 16 dias de abril, o total de desemprego registado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) subiu em mais de 40 mil pessoas para 361.669». Isabel Patrício, Jornal “ECO”, 18/04/2020.

«Não acredito em sorte, ou azar, acredito em Deus e nas escolhas que faço». Autor desconhecido.

A verdade é que sou eu que não acredito que este Governo e os seus membros, na sua esmagadora maioria, acreditem em Deus… seria um pouco estranho que membros de um Governo socialista, filhos e netos dos anti-clericalistas da 1ª República e da sua sanha anti Igreja Católica   – abjurassem a herança ideológica e o caldo de cultura persecutório em que foram nados e criados…    e fossem religiosos e não agnósticos ou até, quem sabe, ateus? Mas seja como for, não acredito que eles acreditem em Deus e que, por consequência, achem que a baixa do desemprego se deveu à Sua iniciativa e a uma intervenção providencial divina, nada disso, para eles, houve a boa acção – norteada por sãos princípios socialistas de ética republicana e de equidade – e enorme competência do seu Governo que levou à baixa sistemática do desemprego.

Como diz o ditado popular: “presunção e água benta cada qual toma a que quer”…

A verdade é que este Governo e o anterior – Governos socialistas, bem entendido – nada fizeram para baixar o desemprego, digam-me uma única medida que tenham tomado que tenha concorrido para tal desiderato? Nenhuma, nada, o zero absoluto.

A baixa do desemprego deveu-se a um conjunto de circunstâncias especiais como, por exemplo, o boom espectacular do turismo que sózinho absorveu milhares de desempregados, ou ao facto de  os empresários se terem virado para a exportação e terem tido que contratar mais pessoal, ou ainda, à circunstância de os nossos principais parceiros económicos estarem num período económico que facilitou e propiciou as nossas exportações para os seus países, nomeadamente, para a Espanha e a Alemanha; não há (não havia…) sapateiros, nem costureiras, nem pessoal especializado para a nossa principal indústria exportadora, a  metalomecânica. Finalmente, a contratação de dezenas de milhares de pessoas para os quadros da Função Pública, deu a sua ajuda e os seus votos…

Mas tudo mudou num ápice, numa perspectiva religiosa; os Deuses fartaram-se de proteger António Costa e a sua incompetência, numa perspectiva mais térrea, de mera sorte ou azar, é caso para dizer, acabou a sorte e o alinhamento dos astros, entramos em época de azar. Logo, de desemprego galopante!

E sendo assim, como tudo parece indicar, agora é que vão ver como é bom lidar com 16,4% de desemprego, como Sócrates – seu correligionário, chefe e, possívelmente, herdeiro do ideário político-religioso  dos socialistas de antanho, embora não parecesse que o praticasse em demasia, gostava de luxos e boa vida e não sei se era praticante… – deixou ao Governo de Passos/Portas, por via da ignóbil bancarrota de 2011 e de grande azar dos portugueses que, coitaditos, na sua boa fé, acreditam sempre em prestidigitadores, malabaristas, faquires, saltimbancos, ralé e piolheira do mesmo estilo…

(Dados do desemprego, fonte: PORDATA).


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