PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCXLIV
“Zangam-se as comadres, conhecem-se as verdades”.
Aforismo popular.
"O resto do mundo está a
rir-se da Europa". Antigo ministro das Finanças grego critica Centeno:
desempenho foi "vergonhoso". Yanis Varoufakis classificou o
desempenho de Centeno como "vergonhoso", afirmando que acordo marca o
início da "desintegração da União Europeia e da zona euro". E avisa:
"vai haver austeridade". Jornal “Observador”, 17/04/2020.
Ainda me lembro do tempo em que António Costa dizia o
seguinte:
“Vitória do Syrisa é um sinal de mudança que dá força
para seguir a mesma linha”!
Costa seguiu a mesma linha do Syriza? Não, era mentira, não seguiu porque se
tivesse seguido já não sentava o cabedal em São Bento e ele estava cansado de o
saber, não passou de retórica política para o papalvo português – de esquerda –
ouvir, ver e acreditar…
E mais, o Primeiro-Ministro está em dessintonia com o
seu Ministro das Finanças, Mário Centeno, e com as suas atitudes enquanto
Presidente do Eurogrupo? Ou está em desacordo com ele e com a sua actuação no
plano doméstico?
Não, não consta que esteja, nem num caso, nem no outro.
Pelo que a diatribe de Varoufakis – também ele alvo dos elogios de Costa conjuntamente dirigidos ao Syriza e a Tsipras na altura em que ganharam as eleições – contra Centeno, é-lhe
também "endereçada" a ele, António Costa, é visado directamente e não pode assobiar
para o lado…
António Costa só pode assobiar para o lado enquanto tiver uma boníssima e subserviente imprensa a seu favor e o povo português lhe perdoar tudo e mais
alguma coisa: a inépcia mais desgraçada no combate aos fogos em 2017 – 110
vítimas no terreno – uma política
desastrosa a gerir a res publica desde 2015, um aumento assustador da
dívida e da despesa públicas, um aumento
dos impostos indirectos (camuflados como deve ser) desproporcional e injustificado e que se traduziu na
maior carga fiscal de sempre, uma política iníqua a gerir a Função Pública em
que uns são filhos e outros enteados, um nepotismo infrene a colocar “boys” no
aparelho do Estado do Minho ao Algarve, um desperdiçar descoroçoante do melhor
momento nos últimos trinta anos da economia mundial para fazer as reformas
necessárias e baixar a dívida – a única coisa que nos poderia proteger
minimamente duma situação de crise ou da chegada do Diabo, viesse ele sob que
manto ou disfarce chegasse!
Eis o retrato de António Costa que nunca fez nada
de aproveitável ou louvável nos inúmeros cargos públicos que desempenhou até hoje!
Agora é tarde, já estamos – para usar a expressão
popular – a dar com os burros na água!
É um líder como este, com estas “qualidades” que o
povo português escolhe para o governar?
Que falta de ambição terrível, que falta de exigência
assustadora, que coisa mais confrangedora!
Mas que isto sirva de lição, estamos a caminho do 4º
programa de austeridade e é curioso, é sempre o PS que detém as rédeas do poder
quando isso acontece, por que será?
Por uma vez, acordem!
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