PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCLXII
«[…]
a easyJet calcula ter liquidez suficiente para aguentar até nove meses com os aviões
estacionados, se assim for necessário
devido à pandemia de coronavírus, o que lhes custaria cerca de 3,4 mil milhões
de euros». Jornal “ECO”, 20/04/2020.
Extraordinário,
impressionante exemplo de solidíssima gestão financeira, faço uma pequena ideia
dos custos de tal paragem! A começar imediatamente, pelos “leasings” dos aviões
que normalmente, se pagam ao mês, não há nenhuma companhia de aviação que não
tenha grande parte, ou mesmo a totalidade da sua frota adquirida desta forma.
Depois,
há com certeza, uma brutalidade de custos associados a uma companhia de
aviação, mesmo low cost: impostos, escritórios, hangares, rendas, água, luz,
seguranças, avenças várias, custos de estacionamento dos aviões, salários do pessoal, em
lay off ou não, enfim, um não acabar de custos fixos e variáveis.
É
por isso que não resisto a uma comparação com a TAP e, já agora, extensiva ao
País; a TAP sofre neste momento do seu estado de falência crónico, agravado
ainda mais pelo Convid-19 e, ao que consta, precisa de uma injecção imediata de
350 milhões de euros, só ara começar. O País, a mesma coisa, sobretudo se o
compararmos com a Inglaterra quando se sabe que o Governo de sua Majestade vai
investir 330 mil milhões de Libras – leram bem, na ordem dos mil milhões – no
combate à crise económica:
E
nós, alguém sabe? O que quer que invistamos vai ter de ser pedido – e até
notícia e gentileza em contrário da Europa, vai aumentar a dívida – não temos um chavo, um tostão furado para
gastar em nada – cortesia de António Costa e dos seus Governos e, sobretudo do
excelso José Sócrates e da sua magnânima bancarrota – o excedente é uma miragem
e parece que o pouquíssimo que havia, já foi, sobraram uns trocos e a procissão
ainda vai no adro…
Tal
companhia de aviação, tal País. São realidades que, mesmo que não pareçam, têm
a ver uma com a outra, para ficarmos por aqui…
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