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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MCCCXXVII

«E se antes não havia pressa de chegar ao poder [PSD], para entrar num Governo com o PS, ainda menos: “para quê? Para ficarmos com o ónus de governarmos em tempos de crise económica? À primeira dificuldade o PS põe-se sempre a andar. Agora terá de enfrentar”.». Ângela Silva e Miguel Santos Carrapatoso, jornal “Expresso”, 28/03/2020.

“Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles”. Madame de Stäel.

Espero que o PSD, e Rui Rio em particular, não cometam o erro de aceitarem fazer parte de um Governo formado a partir de um Bloco Central reconstituído qual fénix morta e enterrada e renascida dos escombros e das cinzas com a Primavera.
Isso seria um erro de palmatória, sobretudo olhando para o passado do PS:

·        Em 2002, depois de 6 anos de governação socialista, o País ficou no pântano e de tanga. O PS passou para a oposição.

·        Em 2011, depois de 6 anos de governação socialista com Sócrates como Primeiro-Ministro, o País foi atirado para uma ignóbil bancarrota. O PS passou para a oposição e uma oposição sem dó nem piedade, se considerarmos o seu comportamento político desde 2011 e o facto de que se podem assacar fortíssimas culpas ao PS pela falência do Estado.

·        Desde 2015, o PS voltou ao Governo e passou 5 anos a fazer tudo menos aquilo que era indicado e aconselhável na situação – após uma bancarrota gravíssima e uma recuperação muitíssimo penosa para todos nós – para nos preparar para a vinda do “Diabo”, fosse essa vinda de cariz económico ou uma pandemia, como é o caso.

Portanto, o PS deve assumir o ónus – e o seu arrogante Ministro das Finanças à cabeça – de resolver a situação apoiado nos partidos de esquerda por quem clara e inequivocamente optou em 2015. Foi Pedro Nuno Santos que num acto de arrogância desmedida afirmou – na sua presciência, só afirma coisas absurdas, como não pagar a dívida, por exemplo! – que o PS nunca mais precisaria de governar apoiado na direita:


Acho muito bem, estou de acordo com ele, o PS não deve precisar da direita – um novo Bloco Central só fortalecerias os partidos nos extremos do espectro político, à esquerda e à direita, tornando muito mais difícil a governação do País quando a normalidade regressar – julgo que se deve apoiar na esquerda e que com ela se deve amanhar e resolver o problema. Se não estamos melhor preparados neste momento isso deve-se a mais uma gentileza do PS que rapou o tacho e o seu fundo nestes últimos 5 anos.
E por favor, não me venham com a treta de que é preciso estarmos todos juntos neste momento difícil! E 2011, não era um momento difícil, o PS ajudou na altura?

“bullshit”!  

Comentários

  1. Na hora da verdade,quando os euros começarem a faltar o P socialista vai estender a mão ao PS D.Agora o barco ainda não começou a meter água, lá se vai aguentando,mas quando a ela, a água, entrar pela borda o comandante vai lançar a bóia ao salva-vidas do costume,o PSD.Calma Dr Rui Rio,nada de pressas,a seu tempo a verdade vai ganhar.Agora a hora é de cuidar das vítimas da epidemia, depois logo se verá o que o fazer para pôr o país nos eixos.

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