PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCXXV
«Contra as teorias da conspiração,
cientistas demonstram que vírus não veio de laboratório. Um grupo de
investigadores comparou o genoma do novo vírus com sete outros coronavírus que
infetaram seres humanos. Conclusão: “A nossa análise mostra claramente que o
novo coronavírus não é uma construção laboratorial, nem um vírus
propositadamente manipulado”.». Jornal “Expresso”, 26/03/2020.
“O nascimento da
ciência foi a morte da superstição”. Thomas Henry Huxley, 1825-1895, biólogo Inglês.
As conclusões supra-citadas,
apareceram na revista médica “Nature Medicine”, o que por si só atesta da sua
seriedade e qualidade.
Sempre fui contra as teorias da
conspiração, em primeiro lugar, por não terem, invariavelmente, nenhuma base
científica que as suporte, limitam-se a fazer uso da coincidência de datas ou
da crendice e ignorância da história ou dos factos por parte das pessoas.
Depois, porque o seu articulado é, de uma maneira geral, absolutamente
inverosímil e aproveita o facto de muita gente gostar de propagar o alarme,
dá-lhes gozo serem arautos da desgraça...
O mesmo se passa agora com o Coronavírus
– já li as coisas mais mirabolantes a este respeito, mas a principal tem a ver
com o facto de o Partido Comunista Chinês ter criado em laboratório este vírus
e de o ter espalhado pelo mundo para assim, obter amplas vantagens materiais –
enquanto o mundo se debate com a pandemia e os seus malefícios e retrocede, a
China progride e avança encurtando a distância para o Ocidente – e mesmo militares,
a prazo, para a China.
Esta teoria cai imediatamente pela base
se pensarmos que durante semanas a China foi o foco e a principal vítima desta
epidemia enquanto foi local e, mais ou menos, controlada. Cita-se muito
apropriadamente um banquete megalómano de 40 mil famílias que ocorreu a 19 de
Janeiro, – suspeitando-se fortemente que o líder Xi Jinping já sabia
desde 7 de Janeiro da epidemia – o mais certo é ter concorrido para espalhar o
vírus de uma forma exponencial…
O desgraçado do médico chinês que
alertou o mundo para este novo perigo vírico, foi obrigado a abjurar num
documento escrito em que apôs a sua assinatura, o seu alerta não foi em vão mas,
lamentavelmente, o próprio morreu vítima do Convid-19.
Se tudo isto for verdade – vi um
documentário sobre um marcado repugnante de animais vivos em Wuhan, com aquelas
condições e a prática de comerem tudo o que mexe, o que seria para admirar é
que daí não resultassem epidemia, viroses e outras maleitas gravíssimas… – não
vejo ninguém responsabilizar a China por esta tragédia, o que vi na CNN, foi
uma jornalista furiosa com Trump por este lhe chamar “Chinese vírus”… pois se
ele não tem origem nem na Patagónia nem no Alasca…
As teorias da conspiração lembram-me
sempre o charlatanismo e têm como alvo as pessoas mais frágeis intelectualmente
em qualquer sociedade.
O parágrafo que cito em supra, dá uma
forte machadada nestas frágeis convicções e efabulações, espero sinceramente.
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