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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCCX
(Por vezes é preciso para uns tempos; para reflectir, descansar ou por ausência…)
 DO INFINITAMENTE GRANDE AO INFINITAMENTE PEQUENO E VICE-VERSA…

Há muitos anos li algures uma definição do tamanho e da imensidão do Cosmos que nunca mais esqueci, pela sua grandeza esmagadora, e pela facilidade em a decorar, dizia mais ou menos, o seguinte:

«No Cosmos que conhecemos, há 100.000 milhões de galáxias e cada uma delas tem cerca de 100.000 mil milhões de estrelas». Não sei se a definição do Cosmos mudou entretanto, mas mesmo que tenha mudado dou-me por satisfeito pela definição que cito…

Entretanto, há pouco, li esta descrição que transcrevo, absolutamente fabulosa acerca do infinitamente pequeno que, por mais paradoxal que possa parecer, se transforma no infinitamente grande, ora leiam:

«[…] a quantidade de ADN nos nossos corpos. Se pegássemos em todo o ADN e o estendêssemos numa única linha, iria até Plutão. Quando li isso, nem podia acreditar. Como é que um único componente pode chegar tão longe? Ter-me-ia surpreendido se ele chegasse daqui [Londres] até Lisboa. Mas deixar o planeta e até o nosso Sistema Solar é extraordinário. […] São dez mil milhões de milhas [1 milha = 1,6 Kms]. Dois metros de ADN em cada célula. É claro que em cada uma ainda há muitas outras coisas. Milhões e milhões de micro-máquinas. Outra coisa que me assombrou foi que um milímetro cúbico do nosso córtex, da parte dele que pensa, contém informação equivalente a todos os filmes jamais realizados». Bryson Bill, Revista “E do Expresso”, 7/12/2019.

Este infinitamente pequeno não é infinitamente grande?

Quanto ao córtex, sou obrigado a concluir que há pessoas, sobretudo políticos que, infelizmente, falham o milímetro cúbico estrondosamente, está lá o córtex mas desprovido daquele ‘milimetrosinho’ essencial de informação, conhecimento e bom senso que faz imensa falta. Portugal, por exemplo, poderia ser um País moderno, desenvolvido, progressivo, com nível de vida europeu e solidário q.b., e não um País da treta com políticos e élite da mesma categoria. É uma pena mas é o que temos…

Tudo o mais, relacionado com o ADN absolutamente micro mas de uma dimensão esmagadoramente grande, é colossal. É por isso que faz muito sentido o que dizia Albert Einstein – provavelmente a pensar nos políticos desprovidos ou quase, do incontornável e inultrapassável milímetro cubico de córtex:

“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos Homens.” 

 

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