Avançar para o conteúdo principal


PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCLXXXV
«Fernando Teixeira dos Santos, presidente executivo do EuroBic, e Rui Pedras, administrador do banco com o pelouro de "private banking", deverão estar de saída da instituição. A informação é avançada pelo Correio da Manha, que dá conta de que é o Banco de Portugal quem considera que os dois não podem manter-se na administração do EuroBic, na sequência do caso Luanda Leaks». Jornal “Negócios”, 24/01/2020. 

“Eu continuo a ser apenas uma coisa só, apenas uma coisa – um palhaço, o que me coloca num nível bem mais alto do que o de qualquer político”. Charles Chaplin. 

Não sei porque motivo esta notícia me faz lembrar a conhecida imagem de que quando um barco começa a afundar-se, os primeiros a correr e a saltar do barco, são os ratos… 

A verdade é que acho absolutamente extraordinário que o senhor Fernando Teixeira dos Santos esteja à frente de um banco, seja ele qual for, e isto por um motivo muito simples e que não deixa dúvidas: Fernando Teixeira dos Santos não foi Ministro das Finanças dessa personagem sinistra que dá pelo nome de José Sócrates? Não foi ele co-responsável pela falência do Estado português? Foi, claro que foi, nunca é de mais recordá-lo tal a amnésia que grassa neste país! 

É por isso que fico espantado que o homem depois de ter levado o País à falência, esteja metido num banco, à frente de um banco que cometeu a peripécia de ser o sucessor do falido BPN que ele, Teixeira dos Santos, nacionalizou alegando perigo sistémico e que  nos fez pagar a todos mais de 5 mil milhões de Euros, fora o que ainda não está contabilizado… e que foi vendido mais tarde por tuta e meia a Isabel dos Santos…

É ainda este banco que Teixeira dos Santos dirige, que é agora acusado de:  

”o banco que permitiu três transferências para o Dubai, no valor de 58 milhões, aparentemente sem analisar devidamente a transação, como mandam as regras de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo”. Jornal “Expresso-Economia”, 25/01/2020. 
 
É claro que isto para ele é “peanuts” quando comparado com a bancarrota do País que permitiu e protagonizou em 2011 e que é certo e seguro, pagaremos por longas décadas…

Como é que o Banco de Portugal permitiu que este homem gerisse este banco? Já sei, já sei, vão dizer-me que pelo mesmo motivo que 30% dos membros do Governo de que ele fez parte, são agora membros do Governo de António Costa. Lamento mas não estou de acordo, neste último caso, o único culpado é aquela parte do povo português, aqueles 36% que votaram nesta gente em Outubro de 2019! 

País da treta, políticos da treta, banqueiros da treta, é o que é! 

Votaram neles, não foi?

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

  MISCELÂNEA DE IDEIAS – XXIX                                                                                       14/04/2025                                                                           HOLODOMOR E RUSSIFICAÇÃO: DOIS EVENTOS QUE EXPLICAM EM GRANDE PARTE A UCRÂNIA ACTUAL… “A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos”, Cícero. E é incontornável para se perceber melhor o presente e o passado recente… Um breve resumo do que foi o H...
  MISCELÂNEA DE IDEIAS – XXX                                                                                         15/05/2025                 “A escolha do Instituto Técnico de Alimentação Humana (ITAU), um dos clientes da antiga empresa de Luís Montenegro, para fornecer refeições à Santa Casa da Misericórdia foi decidida pela anterior provedoria liderada por Ana Jorge, indicada pelo Governo de Costa ”, “ECO”, 11/05/2025                                                  ...
  REFLEXÕES SOBRE A ACTUALIDADE – CCCLXXIX                                               29.09.2025                                                 “BYE-BYE”, GOVERNO SOMBRA DE ANDRÉ VENTURA… “O fracasso não tem amigos”, John Kennedy. Não faz parte da tradição política portuguesa a existência de Governos-sombra, mas é pena porque a sua existência é salutar e benéfica para a democracia. A cada momento, um dado Governo é sujeito a crítica e escrutínio nas diferentes áreas da Governação e, para além disso, à solução alternativa que o titular da pasta em questão faria na circunstância. Por estas razões, só se poderia louvar a criação e a instituição pelo Chega dessa iniciativa. Numa análise, para já muito sumária...