PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCLXXVI
«Transportes públicos. Utentes fazem 178 queixas
por dia. Só no primeiro semestre do ano, os utentes de
transportes públicos fizeram mais de 32 mil reclamações -- quase um terço
contra a CP. Queixas disparam na Soflusa, Carris e Rede Expressos». Beatriz
Ferreira, jornal “Observador”, 30/12/2019.
«No final de contas, o valor do Estado é o valor dos indivíduos que o
compõem». John Stuart Mill.
Números extraordinários e que nos dão conta do populismo infrene e à solta
deste Governo que queria ganhar as eleições a todo o custo. Costa queria, e
conseguiu ser Primeiro-Ministro deste País de uma forma insusceptível de
contestação aberta ou sibilina como na anterior legislatura. Um dos melhores
meios que encontrou, de par com a compra sistemática de votos na Função
Pública, foi baixar enormemente o preço dos transportes públicos.
Por exemplo, a CP está há anos completamente falida e só não fecha porque a
mantemos aberta com os nossos impostos, o mesmo é válido para quase todas as
outras empresas públicas de transportes: Carris, Metros de Lisboa e do Porto,
STCP, e por aí fora.
Significa isto que estas empresas nunca poderiam baixar os títulos de
utilização de transporte, antes pelo contrário, teriam que os subir numa
tentativa de diminuir o custo brutal para o Estado – para nós todos, o Estado
somos nós e já não Luís XIV… – dos seus défices permanentes e recorrentes.
Uma medida destas só poderia ter sido racionalmente tomada se não houvesse
estes défices brutais e se fosse acompanhada do reforço dos meios de transporte
postos à disposição dos utentes. Como nada disso aconteceu e se não temos a
liberdade de escolher o lugar na carruagem porque está completamente atafulhada,
a abarrotar, resta-nos mudar de Governo, coisa perfeitamente ao nosso alcance
mesmo que tenhamos que esperar – uma vez que a oposição praticamente não existe
– quatro longos anos de demagogia e populismo q.b.
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