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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCLI
«O militar de Abril Vasco Lourenço é contra comemorações do 25 de Novembro, como propõe CDS e Chega, no parlamento, porque "as datas que dividem não devem ser comemoradas".». “SAPO”, 24/11/2019.
«A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes». Winston Churchill.
Esta data divide? Não, esta data não divide, esta data separa os que sempre almejaram por uma verdadeira democracia liberal e por um genuíno Estado de Direito, dos iluminados, dos ungidos, dos detentores únicos da verdade científica, dos revolucionários, dos utopistas e dos que sempre sonharam com uma sociedade que nunca, em lado algum, se conseguiu concretizar e que sempre trouxe ditaduras horrendas, miséria, opressão, guerra, imperialismo e sofrimento, o apanágio das sociedades comunistas.
Curioso, é mesmo muito curioso, Vasco Lourenço que foi um dos militares do chamado “Grupo dos Nove” que pôs fim ao PREC, – à tomada de poder pelos comunistas neste país contra a vontade popular, como sempre aconteceu até hoje em todo o lado onde chegaram ao poder – que agora, 44 anos depois, tome uma posição destas. Convém não esquecer que nas eleições Constituintes de 1975, cerca de 72% dos portugueses sufragaram nas urnas o caminho que estes militares indiciaram e garantiram, ou seja, a democracia ocidental que abriu caminho ao país que temos e fruímos hoje, apesar de todos os problemas que enfrentámos e de todos os descalabros que vivemos, como a bancarrota do país em 2011, fruto e obra de um Governo de esquerda, o do Partido Socialista.
Que Vasco Lourenço não reconheça a importância da data, do seu próprio papel e do dos seus camaradas de armas no 25 de Novembro, leva à conjectura de que, muito provavelmente, se enganou no lado porque devia ter lutado no “25 de Novembro”…
O facciosismo político nunca é bom conselheiro e é verdadeiramente descoroçoante ver um homem que teve um papel decisivo naquela altura, reverter e alienar o seu próprio património político pessoal por nas últimas décadas o povo não ter seguido aquilo que ele julga deveria ser o rumo da revolução!
Os militares há décadas que, salvo honrosas excepções, não dão um único tiro e trabalham em secretarias a despachar papéis e sem nenhum risco, é que é preferível e muito mais cómodo ficar no remanso dos gabinetes alcatifados e aquecidos. Que se saiba, ninguém morre nos gabinetes e mesmo que tal aconteça, tem sempre a faculdade de poder morrer várias vezes … ora, para um militar, isto é ouro sobre azul… pode dar largas à bravata e dizer os dislates que quiser impunemente…

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