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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCXLVI
SOCORRO! ESTÃO A DESTRUIR O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE!
«Porque é que insistimos neste SNS? Há mais sistemas de saúde, há outras formas de SNS. Perante o total colapso, apetece perguntar. O atual modelo de SNS serve o quê ou quem? Não serve os doentes, não serve os médicos, serve a vaidade ideológica da esquerda mais retrógrada da Europa, a portuguesa». Henrique Raposo, Jornal “Expresso Diário”, 19/11/2019.
Lembram-se quando a esquerda acusava o Governo de Passos Coelho de querer acabar com o SNS?  Não foi assim há tanto tempo, no máximo foi há 5 ou 6 anos. Nessa altura, não tinha em consideração a post-bancarrota – para que um Governo de esquerda nos tinha atirado sem cerimónia nenhuma – que vivíamos e a que nenhuma área da economia e vida nacional estava imune, mesmo assim, o SNS do tempo da Troika era um exemplo comparado com o caos absoluto em que a esquerda, este Governo de esquerda e o anterior também de esquerda, transformaram este serviço imprescindível, incontornável, sobretudo para todos aqueles que não têm nenhuma alternativa por não se poderem dar a esse luxo!
Não, o SNS é neste momento um verdadeiro manto de retalhos, um verdadeiro “patchwork” mas sem cor nem sofisticação, uma tragédia com uma Ministra que parece um autómato mal programado e incapaz de responder mínima e coerentemente aos inúmeros buracos que rebentam como cogumelos todas as semanas: encerramento à noite da urgência pediátrica no Garcia de Orta;  21 chefes e mais de metade dos obstetras entregaram escusas de responsabilidade no Santa Maria; demissões nas urgências do Hospital de Viseu; demissões de 10 chefes de equipa da Urgência do Hospital Dona Estefânia; demissões em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Amadora-Sintra; demissões dos chefes de equipa de Medicina e Cirurgia do Hospital São José; demissão do Presidente do Centro Hospital de Leiria devido à falta de recursos; urgência da Maternidade Alfredo da Costa condicionada por falta de anestesistas, e falta de anestesistas também nos Hospitais do Algarve!
E para cúmulo, uma dívida dos hospitais aos fornecedores que não pára de aumentar:
Isto é um rol de desgraças sem fim! Quem nos acode, quem nos salva da incompetência generalizada desta esquerda incorrigível que vive de chavões, que se alimenta de utopias, que regurgita sonhos que em todos os lados onde foram postos em prática deram asneira da grossa.
Isto não é completamente evidente, não está à vista de todos?
Uma última pergunta ao Senhor Presidente da República: então o Senhor Presidente só promulgava o decreto das 35 horas na Função Pública desde que o mesmo não provocasse um aumento da despesa? E, se além de provocar um aumento da despesa brutal, como era inevitável, esse decreto provocasse também o colapso, como está a acontecer, do SNS? O que faria o Senhor Presidente?
Eu respondo: recandidatava-se para, entre outras razões, impedir o fim do SNS…

 

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