PENSAMENTO(S) SIMPES DO DIA – MCCXXXII
O
GOVERNO DE ANTÓNIO COSTA QUE HOJE ACABA, FOI UM EXEMPLO PERFEITO DE GOVERNO
INIMPUTÁVEL!
De
todas as características más deste Governo que hoje termina o seu mandato, felizmente,
a pior, de longe, foi ser inimputável. É um exemplo acabado de Governo que não foi
culpado de nada, que não tem culpa de nada e que a mesma é sempre atribuível aos
outros. Alguns exemplos flagrantes:
·
A culpa é dos autarcas quando as florestas
ardem, Costa dixit.
·
A culpa é nossa quando entupimos os serviços
do Estado para obter um cartão de cidadão, ou uma carta de condução, ou um
passaporte, ou ainda uma certidão por irmos cedo de mais e formarmos filas à
porta dos mesmos serviços! A Secretária
de Estado da Justiça afirmou.
·
A falta de médicos nos hospitais é culpa da
Ordem por não permitir a formação de mais médicos, a Ministra da Saúde disse.
·
A culpa das greves dos enfermeiros tem a ver
com as medidas do Governo anterior, Costa dixit, de novo…
·
As falhas do SIRESP são culpa da PT, acusou
Costa.
·
As greves dos professores têm a ver com o congelamento
do tempo de carreiras, obra do Governo anterior, alguém do Governo insinuou. (não
foi Sócrates que lhes congelou a progressão nas carreiras e baixou os salários
na Função Pública até 10%?).
·
A falta de comboios e de barcos é culpa dos
trabalhadores que não querem fazer horas extraordinárias, o Ministro do
Ambiente disse.
·
A culpa de nos faltar o combustível é
exclusivamente nossa que não o açambarcámos na proporção devida, insinuou o
Ministro das Infraestruturas e da Habitação.
·
A culpa da falta de investimento e das
cativações não é deste Governo, é da Troika e da inércia adquirida no Governo
de Passos Coelho, adivinho eu...
·
A culpa de termos tido um Governo da treta
como este, foi exclusivamente nossa, digo e reafirmo eu!
Resumindo e concluindo, não tivemos
Governo, foi tudo culpa de terceiros, este Governo ao fim de quatro anos, não
fez nada, rigorosamente nada, não existiu e ainda por cima, é absolutamente
inimputável.
A partir de hoje, teremos a
versão número dois, mais do mesmo, preparem-se…
PS – Fonte: João Duque, jornal “Expresso
Economia”.
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