PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCCVIII
«Significativo da personalidade de cada um foi o
facto de Rio ter cumprido o compromisso de não falar e comentar o debate no
final e de Costa ter abundantemente furado o pacto».
Eduardo Oliveira e Silva, Jornal «i», 18/09/2019.
«O nosso carácter é o resultado da nossa conduta».
Aristóteles.
Na altura, fiquei impressionado, Rui Rio saiu
primeiro e recusou-se a prestar declarações, afirmou que tinha acordado com
Costa que nenhum deles o faria. Passados minutos, saiu António Costa e falou
abundantemente para a comunicação social, o que disse foi prenhe de vacuidade
mas a sua imagem não deixou de invadir os nossos lares durante largos minutos…
e, claro, Costa demonstrou que não cumpre o que acorda, nem em coisas de
pequena importância como estas…
Ninguém se pode admirar, Costa firmou um pacto com
António José Seguro, o chamado “Pacto de
Coimbra”, em que ele se concentrava na Câmara de Lisboa e Seguro no ataque ao
Governo por forma a ganhar as eleições legislativas de 2015. Não respeitou o
acordo firmado com Seguro, derrubou-o quando o homem ainda só tinha cumprido
metade do mandato, e para o fazer, acusou-o de este ter ganho as eleições
Europeias por poucochinho, ou seja, por 31,4%.
Recordo que Costa perdeu as eleições legislativas de
2015, com 32,31% dos sufrágios! Ou seja, mais 0.91% dos sufrágios! Não acham
esta diferença poucochinha?
Ainda acham que se pode confiar num político destes?
Ainda pensam que Costa é um político que respeita a sua própria palavra? Ou
trata-se de um político que trai os amigos e correligionários de partido, pior,
a própria democracia, como fez em 2015 ao não respeitar a vontade dos
eleitores?
Creio que era em Roma que se dizia: “Roma não paga a
traidores”...
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