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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MCLXXXII
«Cavaco Silva alertou José Sócrates para os benefícios que o seu Governo concedeu a Joe Berardo para instalar a sua coleção no Centro Cultural de Belém (CCB), mas o ex-primeiro-ministro recusou alterar o acordo que tinha. Um acordo que está, agora, sob investigação do Ministério Público (MP) no caso Caixa Geral de Depósitos (CGD). Contudo, Sócrates afirma que não foi informado desses “avisos”.». Jornal “ECO”, citando o jornal “Observador”, 22/07/2019.
«A maior parte dos homens é como o íman. Tem um lado que atrai e outro que repele». Voltaire.
O que Sócrates diz ou possa dizer agora sobre tudo o que fez, é igual a zero. É claro que Sócrates vai negar, infirmar, contestar, jurar a pés juntos, rasgar as vestes e afirmar que só defendeu o interesse nacional e que o mesmo foi a sua única preocupação durante os anos em que foi Primeiro-Ministo, de 2005 a 2011.
Contudo, por cada dia que passa e se toma conhecimento de novos factos graves que põem a nu a sua responsabilidade e a dos seus Governos como neste caso, mais chegamos à conclusão de que o seu Governo foi uma desgraça nacional, uma verdadeira calamidade, uma hecatombe de dimensões difíceis de avaliar – e não foi só a bancarrota de 2011 – com custos para todos nós que se vão sentir e repercutir nas próximas décadas, que atingirão até os meus bisnetos se algum dia os tiver. Ao desvario completo da sua governação, há que acrescentar o péssimo exemplo moral e a total falta de ética que foram sempre o seu padrão!
Nunca houve e espero que nunca venha a haver um governante com a incompetência, com o desaforo, com o nepotismo, com o populismo e com a falsidade de Sócrates.
Podemos e devemos – eu próprio me penitencio, nos primeiros tempos do seu Governo, sem nunca ter votado nele, achei que estava a actuar bem, mormente na sua luta contra os magistrados e os seus privilégios, e contra os farmacêuticos e a sua associação, que imbecil que fui! – culpar o Partido Socialista que o elegeu e indicou ao País como seu candidato e como pessoa de bem, credível e competente para nos chefiar, por duas vezes – uma não chegou! – e todos os que votaram nele não uma, mas duas vezes, ou seja, os portugueses!
Já pensaram que se as acusações do Ministério Público nesta fase de instrução do processo, forem validadas e o homem for a julgamento, for condenado e o acórdão judicial transitar em julgado, como se sentirão todos os que votaram nele? E o PS, que contas nos terá que prestar?
E, pelos vistos, parece que não nos serviu de lição – pelo menos, a alguns de nós, demasiados…    pelo que se perspectiva para Outubro…

 

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