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PENSAMENTO SIMPLES DO DIA - MCLXXXI
«Só há uma maneira de acabar com a geringonça: substituí-la por uma maioria reformista. Mas eis o que nenhum partido à direita percebeu ou fez algo para que acontecesse. Rui Rio insiste nos acordos com o PS — para fazer “reformas”, segundo diz, como se a razão de ser do PS não fosse impedir reformas». Rui Ramos, jornal “Observador”, 23/07/2019.
É urgente, é imperioso que os partidos do centro e da direita mudem radicalmente de rumo, possívelmente terão que mudar de líderes também, e isso acontecerá já em Outubro visto que foram incapazes de protagonizar uma alternativa forte, credível e sem medo de defender o centro, a direita e a panóplia de reformas de que o País precisa urgentemente.
Por que raio haveriam de ter medo? Porventura, algum destes partidos tem algo a ver com o regime de extrema-direita que governou o país durante quarente e oito anos, com o Estado Novo? Ainda há políticos activos que estiveram comprometidos com o Estado Novo? Rui Rio ou Assunção Cristas estão comprometidos?  Só se for Freitas do Amaral e Veiga Simão enquanto vivo, por ambos se “reciclaram” e terem sido ministros por um único partido, – Freitas do Amaral ainda há pouco declarou que esperava que o PS ganhasse as eleições com maioria absoluta… – o PS, o que não deixa de ser bem irónico…
E a extrema-esquerda representada pelo PCP e o BE, não são políticamente extremistas, não fazem parte da maioria que suportou este Governo? O PS está preocupado com isso? Não, não está, António Costa foi um autêntico cavalo de Tróia que meteu os inimigos da cidadela no seu interior ao trazê-los para a área do poder, por que se preocuparia? É completamente irresponsável!
O centro e a direita têm que assumir um projecto liminarmente oposto ao do PS e têm que defender coisas muito difíceis criadas pelo eleitoralismo insano do PS; o fim das 35 horas, o fim definitivo da reposição integral do tempo dos professores (o PS sempre o prometeu e fez marcha-atrás no último momento), o fim dos privilégios da função pública, o fim das iniquidades entre público e privado, mormente salários diferenciados e acesso à reforma mais cedo no público; o fim dos privilégios das PPPs rodoviárias e na energia, enfim, todo um programa…
Perderão muitos votos com isso, é verdade, mas ganharão muitos mais – incomparavelmente mais! – não ganharam um voto quando votaram com a extrema-esquerda o dossier dos professores, perderam milhares de votos, o meu incluído, e o que mais me aborreceu foi ter estado de acordo com António Costa, ironia causada por políticos cata-vento, muito pequeninos, à dimensão do país…

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