PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCLXXVII
«Trinta mil milhões de euros. Este foi o
valor que, em três anos, saiu de Portugal para offshores. Na anterior
legislatura, os números rondavam os 10 mil milhões. Na altura, António Costa
disse que este valor era «absolutamente escandaloso». Agora, o CDS exige
explicações». Jornal
«SOL», 15/07/2019.
Esta notícia deita por terra duma forma
arrasadora, a falácia do Governo de que governa bem, de que restituiu a
confiança aos portugueses, aos meios económicos e ao capital, no fundo, a quem
investe, cria emprego e correlativamente, riqueza nacional.
Nada disso, o pessoal com dinheiro não
credita num Governo da ala esquerda do PS apoiado em partidos radicais de
extrema-esquerda, naturalmente. Não acredita e faz muito bem, ainda
recentemente Jerónimo de Sousa veio propor taxar os depósitos acima de 100 mil
euros com um novo imposto, como se esses 100 mil euros não tivessem já pago um
horror e um calvário de impostos até atingirem esse montante líquido, na melhor
das hipóteses, 28% ao ano de taxa liberatória em sede de IRS, fora todos os
outros, eventualmente; IMI, IRC, IVA, “que sais-je?”…
É caso para perguntar a António Costa se
não acha absolutamente escandaloso que 30 mil milhões de euros se tenham posto
ao fresco durante esta legislatura em que ele foi Primeiro-Ministro, ou seja,
debaixo das suas barbas?
No Governo anterior foram só 10 mil
milhões e nunca se percebeu bem se houve ‘panne’ electrónica, como foi alegado
na altura, ou foi mesmo fuga, como acontece agora.
O CDS exige explicações – levou pancada
forte e feio por o Secretário de Estado do pelouro no Governo anterior ser do
CDS – e faz muito bem porque este valor além de escandaloso, é também obsceno num
país como o nosso, quase sem poupança e com uma dívida externa (Centeno diz que a nominal vai cair a partir
de 2020…) colossal que o Governo socialista não pára de aumentar!
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