PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MCLXXIX
CENTENO NO FMI? LEVEM-NO, É UM PÉSSIMO MINISTRO DAS
FINANÇAS…
Depois de Teixeira dos Santos, o pior Ministro das
Finanças que alguma vez tivemos como governante, temos o azar de ter Centeno na
mesma pasta, um mau técnico e um péssimo político!
Como político é um tipo rancoroso que sempre zurziu os
seus antecessores – sem uma réstia de elegância – e omitindo sempre que tiveram
que fazer frente à bancarrota de 2011 que os seus amigos do PS fizeram o favor
de nos legar. Nunca se lembrou desse pequeno pormenor. Gostaria imenso de o ver
à frente do Ministério, sim, mas entre 2011 e 2014…
Como técnico não é melhor. Tem tido a melhor conjuntura
internacional dos últimos 20 anos; herdou os principais problemas da economia
portuguesa sanados, entre eles, uma saída limpa, um crescimento de 1,6% em
2015, o desemprego a baixar e as importações e o turismo em boom. A isto
acresce o quantitative easing, compra de dívida pública pelo BCE
que induziu uma queda brutal dos juros da mesma. Costa – sem uma réstia de
pudor – vangloriava-se esta semana de uma poupança adicional este ano de 2 mil
milhões de Euros, como se tal fosse obra do seu Ministro das Finanças ou do seu
Governo… enfim, esperar e fruir melhor conjuntura era difícil.
E o que fez Centeno? Cativou, é melhor dizer embargou
todo o sector público, a começar no Serviço Nacional de Saúde, a colapsar,
passando pelos transportes públicos, também em degradação acelerada, e o caos
nos serviços que o Estado deixou de prestar em tempo útil e razoável ao
cidadão: notariado; cartão do cidadão; passaporte, carta de condução, para
citar os principais.
Não contente com este rol de desgraças, aumentou – à boa
maneira e seguindo a receita socialista sem falhar – enormemente a carga
fiscal: é a maior de sempre e não pára de aumentar! Aliás, os seus parceiros predilectos
da Geringonça, têm inúmeras ideias comunistas e “originais” para a próxima legislatura nessa área…
Apoiou e patrocinou a iniquidade de salários mais altos,
bem como as 35 horas na função pública versus os desgraçados do sector privado
que ganham menos e trabalham mais.
“Last but not least” – aumentou em 4 anos a dívida
pública em mais de 32 mil milhões de euros brandindo sempre o argumento que a
mesma baixou em percentagem do PIB mas omitindo também sempre que não pára de
aumentar nominalmente o que, em última análise, é o factor mais substantivo e
mais importante: quanto devemos em liquidez, em dinheiro, em espécie?
Muitíssimo mais!
É isto um bom Ministro das Finanças?
Centeno falhou na função que lhe foi confiada! Podia ter
aproveitado o momento excepcional da economia europeia e mundial, mas preferiu
aumentar a despesa pública em vez de abater à dívida – o nosso maior problema,
de longe – e pagar as despesas correntes normalmente, que cativou à bruta e sem
respeito por ninguém! E já agora, para corroborar o que digo, cito a opinião de
João Vieira Pereira, Director do jornal “Expresso”, prestigiado jornalista, excelente
profissional e uma pessoa incomparavelmente mais conhecedora do que eu – pobre
ignorante – que sobre o nosso homem diz o seguinte, na edição de 20 de Julho:
«Teve todas as condições para fazer um ótimo trabalho
(estabilidade social e política, crescimento económico e juros zero) mas deixou
um país com a maior carga fiscal de sempre, com os serviços públicos à beira da
rutura e sem investimento público. Ao mesmo tempo promoveu o crescimento da
despesa estrutural. O caso típico de quem deixa a conta para o próximo pagar
[…]».
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