PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA –
MCLXXI
«Não há condições para uma
nova ‘geringonça’», Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda, jornal
“Expresso”, 22/06/2019.
Já tudo foi devolvido, já tudo
foi restituído, tudo foi revertido, todas as asneiras cometidas pelos Governos
Sócrates – já há inúmeras novas ou a caminho, ou não tivéssemos um Governo PS –
e postas em prática pela Troika e pelo desgraçado Governo que lhe seguiu –
obrigado a honrar a assinatura de Sócrates que obrigava e obrigará no futuro o
Estado português – estão sanadas ou
parcialmente sanadas! Sim, as facturas das PPP-rodoviárias, por exemplo, vão
demorar cerca de 30 anos a pagar, só em 2017 custaram 1.632 milhões de euros e
em 2018, 1.691 milhões, num verdadeiro regabofe financeiro e num autêntico
fartar vilanagem!
As grandes promessas já eram,
agora é preciso inventar novas causas, novas bandeiras para seduzir o
eleitorado e promessas não faltam. A última foi acabar com as taxas moderadoras
– que além de ajudarem à despesa brutal do SNS, tinham a função de moderar
excessos – mas como não há dinheiro, há que prometer agora para, se Deus
quiser, fazer na próxima legislatura…
Não há uma ideia para o país,
para o seu futuro, não há uma reforma, tudo se resume a mera demagogia e a
gastar já tudo o que se tem e o que se há-de ter… é por isso que cada vez
haverá mais serviços em ruptura, é só uma questão de tempo, de tempo e de
dinheiro que é gasto até ao último centavo noutras coisas que rendem votos…
Ah, já me esquecia, a
‘geringonça’ foi o maior exemplo de hipocrisia política a que assistimos neste
país ao longo de quatro anos, de facto, dificilmente poderá ser repetida, Pedro
Soares tem razão mas não me consta que nem o BE, muito menos o PCP, se tenham
sentido incomodados no seu papel de mestres de cerimónia da mesma, foi, de
facto, absoluta e descaradamente nojento!
Como se não bastasse a
hipocrisia, tivemos num grau difícil de imaginar, a sua rotunda inexequibilidade,
a esse respeito, exemplarmente, titulava o jornal “Expresso” em 22 de Junho:
«Governo de Costa tem oito
prioridades para o final da legislatura. Uma vai cair. E em seis espera o voto
de Rui Rio. Da ‘geringonça’ pouco sobra».
Comentários
Enviar um comentário