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PENSAMENTO SIMPLES DO DIA – MCLXXIV
«Rio promete redução do IRC para 17% e IVA da eletricidade nos 6% se ganhar as eleições; […] redução do IVA na eletricidade e no gás, de 23% para 6%; redução da taxa mínima de IMI de 0,3% para 0,25% e a eliminação do adicional do IMI (IMPOSTO Mortágua), IRS  •Redução de taxas nos escalões intermédios. •Aumento das deduções das despesas com educação. •Forte incentivo fiscal à poupança das famílias», Jornal “ECO”, 11/07/2019.
Tenho sido, no que não estou sózinho, imensamente crítico de Rui Rio. Comecei logo por discordar da sua disponibilidade de apoiar um Governo minoritário do PS para «o arrancar às garras da extrema-esquerda», como afirmou quando chegou á liderança do PSD e como se o PS o desejasse e a Geringonça não tivesse sido formada com a sua indeclinável vontade e patrocínio e, finalmente, como se não lhe tivesse rendido juros, no caso; um Governo de legislatura.
Não creio que depois dos inúmeros erros que cometeu desde que chegou à liderança do PSD, estas medidas cheguem a tempo de travar a voragem socialista que varre este país, mas a verdade é que todas as medidas que anunciou em supra, para serem implementadas durante toda a legislatura, ou seja até 2022, são de considerar, são lúcidas e são uma verdadeira pedrada no pântano da ideologia socialista que nos desgoverna e dos inúmeros erros cometidos por este Governo com que nos afundámos… Rui Rio, finalmente, esteve muito bem.
Todas as medidas vão no bom sentido, são urgentes: diminuir a carga fiscal que nos asfixia individualmente e às empresas; do IRC para 17%, é essencial para que o investimento em Portugal deixe de ser uma coisa de loucos e para a competitividade e ganho das empresas; é importantíssimo diminuir o IVA da electricidade, o que tornará o seu custo mais acessível e suportável por todos, sobretudo os portugueses com rendimentos ou pensões miseráveis; baixar a taxa de IMI para 0,25%,  permitirá a todos, sobretudo os proprietários que somos quase todos neste país, fruir dessa baixa por mais simbólica que seja nesta fase; acabar com o «Imposto Mortágua», tipicamente uma lei de inspiração e cariz comunista que não beneficiou em nada o mercado da habitação na sua vertente de investimento ou de arrendamento, logo, não havendo investimento – muito menos do Estado que baixou drásticamente ao ponto de quase desaparecer – não há casas. Quanto ao IRS, a redução de taxas nos escalões intermédios é essencial para não destruir de vez a classe média, acresce que o aumento das deduções na educação, é um facto por si só, positivo, mas o mais importante é querer baixar o IRS, sobretudo quando António Costa ainda há poucos meses atrás disse que não ia haver baixa da carga fiscal…
Costa não pode baixar a carga fiscal porque a despesa fixa está a aumentar brutalmente, é a velha receita socialista – a chapa do costume – aumentam a despesa sempre, resolvem com o correlativo aumento de impostos!
Se Costa não baixa a carga fiscal e, pelo contrário, vai sempre aumentá-la, então, demos nós baixa a António Costa, de vez, ele que vá  escrever as memórias para ver se arregimenta novos socialistas para a causa – sobretudo agora que, um pouco por todo o lado, o socialismo está em vias de desaparecer do mapa político na Europa, somos a excepção, como sempre, tudo nos chega com grande atraso… – é que, bem vai precisar, o socialismo está a naufragar em todo o lado, e não se perde nada, aliás, já não era sem tempo!

 

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