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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCXLIII
UM GOVERNO DEMAGOGO, INCOMPETENTE E IRRESPONSÁVEL E OS RESULTADOS INOCULTÁVEIS DA SUA MARCA…
«Agressões, esperas de meses, mercado negro e um hacker: como se está a tornar impossível fazer o passaporte e o Cartão de Cidadão». Jornal "Expresso", 22/05/2019.
Portugal caminha a passos largos na prestação de alguns serviços públicos, para o caos ainda antes de chegar o Belzebu… os resultados estão à vista de todos e são já inocultáveis.
A ruptura e o caos instalado nas repartições do Estado e lojas do cidadão onde obtemos os cartões de cidadão e os passaportes – do Minho ao Algarve e da Estremadura às Beiras – são um escândalo e uma prova irrefutável da desagregação de serviços básicos, incontornáveis e que só o Estado pode providenciar.
O mesmo é válido para as listas de espera para consultas e cirurgias da especialidade, a espera é insuportável e imensos doentes acabam por morrer criminosamente antes de serem atendidos em consulta ou cirurgia.
Temos assim, serviços importantíssimos em ruptura e uma das razões fundamentais tem a ver com um acto demagógico, oportunista, irresponsável e eleitoralista deste Governo: baixar o tempo de trabalho diário de 7,5 horas por dia para 7 horas, como se o primeiro fosse muito e o segundo suficiente e como se fossemos ricos que nos pudéssemos dar a este luxo.
Se fizermos uma contabilização rápida dos efeitos desta medida, veremos como ela é absolutamente inaceitável e responsável pelo caos instalado; há dezenas de milhar de funcionários públicos (ou serão centenas de milhar?) que atendem o público, se multiplicarmos esse número gigantesco por 2,5 horas por semana vezes 4 semanas, obtemos o valor para um mês, se multiplicarmos esse valor por 11, chegaremos a um número esmagador e astronómico de horas que são perdidas e que deixam de contar para emitir novos passaportes, novos cartões de cidadão, novos tratamentos, exames, consultas e cirurgias nos hospitais e centos de saúde por todo o país.
Não nos enganemos, esta medida absurda e incomportável de reposição de “direitos adquiridos” – apesar de todos os avisos e alertas para a sua perigosidade e inexequibilidade – é a principal responsável por todas estas rupturas e por uma verba astronómica paga em horas extra em grande parte do funcionalismo público. Será que os portugueses ainda não perceberam isto apesar de estar à vista de todos?
A única pergunta a fazer é: por que raio os portugueses tencionam votar no único partido responsável por este estado de coisas calamitoso? Confesso que não entendo…

 

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