PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MCVII
«Nenhum homem é
suficientemente bom para governar outros sem o seu consentimento explicito».
Abraham Lincoln.
Nunca pensei que António Costa acossado pelas sondagens e
pela quebra do PS, desse sinais de psicótico benévolo, mas psicótico no sentido
da distorção da percepção da realidade, do raciocínio e do comportamento sem se
aperceber de tal. Ora isto é sempre perigoso, em política, normalmente, acaba
por ser fatal, veja-se o exemplo de José Sócrates…
Vejamos; diz António Costa: “Há razões para que o PS
mereça a confiança […]”! Razões para que o PS mereça a confiança? De quem? Dos
Portugueses, infere-se mas o PS lançou o País na bancarrota em 2011, não foi
nem o PSD, nem o CDS, nem o PCP, nem o satélite PEV, muito menos o BE – foi o
PS sózinho, há seis anos que o PS governava sózinho, tinha começado por ter
maioria absoluta em 2005…
Depois diz: “[…] e o PSD mereça a censura”! Mas o que fez
o PSD para merecer a censura? Só se a censura tiver a ver com o facto de ter
apanhado com o País falido e com um miserável Memorando de Entendimento que o
PS assinou com a Troika por ter tido necessidade de a chamar, consequência da
bancarrota!
Finalmente: “Percebo muito bem o que o PSD quer começar
aqui […] quer começar o assalto ao poder e mudar a política que começámos há
três anos”!
Esta frase é o cúmulo da negação da democracia e a frase
mais estúpida e abstrusa que me foi dado ouvir por um político profissional!
Vejamos; Costa não assaltou o poder? Foi ainda mais
grave, assaltou o poder do seu correligionário, António José Seguro, sem
esperar pelo fim do mandato para o qual Seguro tinha sido eleito…
A expressão de Costa, “assalto” além de o trair, traduz o
que lhe vai na alma não só em relação a Seguro, como em relação a Passos Coelho
que tinha ganho as eleições que Costa assaltou e abalroou. Costa governa sem o
nosso consentimento explícito…
Costa não acha que a essência da democracia é os partidos
lutarem por ganhar as eleições e legitimamente alcançarem o poder? Não acha
legítimo que um partido diferente tenha uma política diferente e que se
proponha alterar a do PS?
Com um político com a dimensão intelectual de Costa e com
o pensamento enviesado, mesquinho e anti-democrático de que nos dá provas
permanentemente – não vai longe (o mito de que é um grande político começa a esboroar-se...). E nós também não enquanto ele lá estiver…
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