PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MCVI
«PSD dá salto nas sondagens, com “familygate” a
penalizar Costa. No mês
em que o governo lançou
os passes sociais, caiu no barómetro da Aximage. Uma queda que coincide com as
revelações do "familygate". Distância para o PSD é a menor em dois
anos e meio. O barómetro da Aximage, publicado pelo Correio da Manhã e Jornal
de Negócios, aponta para uma queda de 1,7 pontos percentuais no PS, para 34,6%,
e uma subida de 3,4 pontos do PSD, para 27,3%». Edgar Caetano, Jornal “Observador”,
12/04/2019.
Não me digam? O Governo “maravilha” –
não sou só eu que digo que o Governo não presta, quando me comparo com os
parceiros da Geringonça a criticarem-no,
pareço um menino de coro, ouçam as cobras e lagartos que o PCP/ PEV e o BE
dizem permanentemente do mesmo… – que os
portugueses não escolheram está em queda há meses?!
Quer isto dizer algumas coisas
importantes:
Apesar do eleitoralismo evidente,
manifesto e descarado dos passes sociais, tal não foi suficiente para travar a queda
cada vez mais acentuada de António Costa, do seu Governo e do PS nas sondagens.
O «familygate» é muitíssimo mais
pernicioso do que aquilo que os socialistas alguma vez imaginaram e foi um erro
de “casting” encaixar tudo o que é família – já não são só os boys que lhes deram fama e proveito –
nos corredores do poder. Erro de palmatória foi também pôr o homem que meteu a
família toda no aparelho do Estado, Carlos César, a justificar o
injustificável…
Costa está em queda há vários meses,
esteve perto da maioria absoluta mas a desfaçatez das cativações, os
incontornáveis, inocultáveis e indisfarçáveis problemas no SNS; nos transportes
e as greves em todos os sectores mas, principalmente, a dos professores e a dos
enfermeiros, fizeram o resto na queda da popularidade e justificam e explicam-na
cabalmente.
Finalmente, Costa está muito perto do
resultado de 2015, sim, é inacreditável mas é verdade; 34,6% agora, versus 32%
em 2015 – só mais 2,6% – o que não deixa de ser extraordinário; o homem não só
não ganha eleições, como vamos ver se o consegue por poucochinho…
Significa isto ainda duas coisas: muito
possívelmente, uma nova Geringonça no início da legislatura, e, a meio da
mesma, a ruptura e a sua queda, vai ser difícil para não dizer impossível,
mantê-la uma legislatura inteira; 2019-2023, após todo o cardápio de promessas
de 2015 estar cumprido e arrumado e o efeito da alteração da conjuntura
internacional, para bem pior.
Agora imaginem que o PSD não tinha Rui
Rio como líder e fazia uma oposição a sério – motivos não lhe faltariam, estes
tipos são tão maus que o difícil não é ser oposição – é facílimo, pessoalmente
há meses que escrevo diariamente contra eles, sem nenhuma informação
privilegiada que não seja o que leio nos jornais, passe a imodéstia … – o que é
verdadeiramente difícil é ser situação, mais uma vez, olhem para os exemplos do
PCP/PEV e BE, é que mesmo que quisessem, não conseguem apoiar o Governo, pudera,
os tipos são péssimos…
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