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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCV
À ATENÇÃO DE ANTÓNIO COSTA: “ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES”!
«[…] a aliança de António Costa com as esquerdas totalitárias portuguesas é muito grave. O PCP e o BE não tiveram que se democratizar para se aliarem a um governo de um país democrático. A decisão de Costa constituiu uma traição à luta dos portugueses contra o totalitarismo comunista. O regime democrático português democratizou a direita. Não há direitas anti-democráticas em Portugal». João Maques de Almeida, Jornal “Observador”, 07/03/2019.
«Ainda que a traição agrade, o traidor é sempre odiado». Cervantes.
António Costa vai figurar na história, é evidente, bastava ter sido Primeiro-Ministro de um Governo Constitucional formado a partir de uma coligação constituída pela negativa – impedir e retirar o Governo PSD/CDS do poder – e cujo corolário, dada a qualidade e origem da mesma, só poderia ter sido espúria. Mas não é bem por essa razão que a história não o vai poupar, mas sim por ser um traidor da democracia  e do "acquis" histórico seu partido.
Com efeito, não se pode ser ao mesmo tempo democrata e anti-democrata, como, da mesma forma, não se pode ser abstémio e consumir álcool; e não se pode ser fumador e anti-tabagista; ou ainda anti-touromáquico e gostar de touradas; os exemplos são inúmeros…
Se virmos a história da terceira República, o PS como grande partido democrático encabeçou a luta contra o totalitarismo neste país, e o totalitarismo tinha um rosto e um nome: Partido Comunista Português. Pretender, como o PCP pretende e não sei quantas boas almas crentes e crédulas neste país, que o PCP é um partido democrático, é ignorar completamente o que é o comunismo, o que é o marxismo-leninismo e o que é um dos seus preceitos fundamentais, talvez o mais importante de todos: a ditadura do proletariado. Quem souber o que isso significa apercebe-se imediatamente da falácia que constitui classificar e, pior, acreditar que o PCP pode alguma vez ser um partido democrático.
Com efeito, a democracia – tal como a entendemos e como foi concebida pelos gregos – vai contra a sua filosofia política intrínseca, a começar logo por ser um partido revolucionário que faz tábua rasa da lei e da ordem constitucional – como fez durante todo o PREC – ou não seria revolucionário. Se tal não bastasse, seria suficiente analisarmos o significado de ditadura do proletariado e o conceito de exercício do poder inerente, a própria designação da mesma está nos antípodas da democracia e esse facto sempre foi aceite pelos partidos comunistas um pouco por todo o lado, para nos apercebermos de que a democracia é estranha a esta forma de poder.
 Por razões tácticas e conjunturais, parece que há partidos que a deixaram cair, mas isso é como retirar o motor a um automóvel e esperar que o mesmo se locomova...
Costa vai pagar muito caro ter deitado para o caixote do lixo a luta do PS contra os comunistas, e há-de pagar com o insucesso da sua Geringonça, que os comunistas não terão nenhum pejo em deixar cair se isso lhes for conveniente, mais cedo do que tarde, provavelmente, já em Outubro de 2019.

Costa sabe isso muito bem mas pôs os seus interesses pessoais à frente dos interesses do seu partido e, muito mais grave, dos interesses do País.

E quando isso acontecer, Costa terá o que merece. E vai ser muito bem feio, como dizia Guterres muito assertivamente em relação a alguns dos seus correligionários: “Roma não paga a Traidores”!

 

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