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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MCIII

«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que, caso os incêndios de 2017 se tivessem repetido, teria dissolvido a Assembleia da República». Jornal “DN”, 12/03/2019.
«É costume de um tolo, quando erra, queixar-se dos outros. É costume de um sábio queixar-se de si mesmo». Sócrates.
Bem visto, é tudo uma questão de repetição de tragédias, de número de mortos, pelos vistos.
Em Junho, nos incêndios conhecidos por Pedrógão, houve cerda de 60 vítimas mortais. O Presidente perante a total incapacidade e incompetência do Estado e do seu agente no terreno, o Governo, de defender os cidadãos – obrigação mínima de qualquer Estado – não dissolveu a Assembleia da República, mas deveria tê-lo feito perante uma tragédia daquela magnitude.
Em Outubro, toda a situação se repetiu, mais cerca de 50 mortos. O Presidente não dissolveu a Assembleia da República como, com uma nova catástrofe em tudo semelhante à anterior, era imperioso ter feito! De novo, confrontado com a total incapacidade e incompetência do Governo de Costa em lidar com a situação e em defender os seus co-cidadãos, como estava obrigado Constitucional e moralmente, contentou-se em impor a substituição da Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa...
Costa, ainda os cadáveres estavam a fumegar no terreno – numa manifestação inacreditável de frieza e de distanciamento – preferiu ir a banhos para as Canárias…
Quantos mortos mais, é caso para perguntar, seriam precisos para o Presidente chegar à conclusão de que este Governo – com o seu líder destacado à cabeça, António Costa, que só fez asneiras na área (ou em qualquer área...) quando foi Ministro da Administração Interna; da compra dos Kamov, à adjudicação do SIRESP, passando pelo acto administrativo de ter decretado o fim dos guardas florestais – não era competente para lidar com a situação?
Ó Senhor Presidente, por favor, eu não lhe dei o meu voto para o Senhor vir agora com ameaças vãs a posteriori e, muito menos, para segurar e apoiar esta maioria de esquerda e de extrema-esquerda, para isso teria votado no candidato original da área, por mais autêntico e menos hipócrita – Sampaio da Nóvoa…

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