PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA - MLXXXVI
UM
GOVERNO PRENHE DE ENDOGAMIA – CUIDADO COM A CONSANGUINIDADE…
«O
jornal digital [Observador] contabiliza no total mais de 40 pessoas envolvidas
direta ou indiretamente ao Executivo liderado por António Costa. O marido de
uma governante, o marido de uma deputada, um filho de um ex-deputado do PS, a
mulher de um assessor e amigo do primeiro-ministro e a nora de um ex-deputado
socialista são os casos agora identificados». Jornal “ECO”, 28/03/2019.
Mais de 40 pessoas? Não acredito!
Quando quero aferir da gravidade ou não
de alguma medida tomada ou acção que envolve o Governo socialista, uso um
método simples mas eficaz: pergunto sempre o que diria o PS e o resto da
oposição – porque sempre formaram um bloco nessa coisa de criticarem um Governo
de centro/direita – se a mesma situação, ou nomeação, ou nepotismo, ou o que
quer que seja, se passasse com o Governo de Passos/Portas, para não recuar
muito, o que faria a esquerda?
E a resposta é simples: invariavelmente,
caía o Carmo e Trindade, mandariam tocar os sinos nas aldeias, as irmãs
Mortágua e Catarina Martins, Jerónimo e os seus indefectíveis ‘compagnons de route’, mais a CGTP, e o
PEV, e o PAN e tutti
quanti, desceriam à rua, rasgariam as vestes, fariam um chinfrim
monumental, reclamariam, convocariam manifestações em todas as capitais de
distrito, dariam instruções aos jornalistas da treta para ampliarem, justificarem,
explicarem, desculparem, menorizarem e endeusarem todas estas acções. Tudo em
nome de novos níveis de fraternidade, de igualdade (de género também) de
liberdade e do insuperável socialismo que a todos há-de aconchegar e confortar…
Acontece que como o Governo é do excelso
partido socialista: no pasa nada…
Contudo, com um Governo assim, é preciso
muito cuidado com a endogamia, todos sabemos como ela é perigosa, à falta de
melhor, um exemplo sempre referido por muito boa gente, é a monarquia abolida
no longínquo ano de 1910 e a consanguinidade que a afectava, bem visível num
rei ou noutro…
Não obstante, isto só mostra o
reduzidíssimo espaço de manobra do PS e a falta de quadros capazes e em
abundância. Estamos entregues ao mesmo Pai, de seu nome e da sua graça: António
Costa…
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