PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MLXXXVII
«O COLAPSO DE UM
PETROESTADO. A desastrosa revolução bolivariana condenou os venezuelanos a um
futuro de servidão e ruína. A longa agonia do país é ainda mais extraordinária
se tivermos em conta que a Venezuela é um petroestado». Miguel Monjardino, Jornal
“Expresso”, 9/03/2019.
Custa a crer. A Venezuela já foi um dos destinos de eleição
da emigração portuguesa e hoje, as pessoas sobrevivem e pior, passam fome.
Uma das coisas mais extraordinárias neste caso, são as
desculpas de alguma esquerda – não toda, ainda há dias vi Francisco Assis do
PS, no programa “Prós e Contras” da RTP – 1, zurzir forte e feio Maduro e
companheiros – nomeadamente, o facto de os Estados Unidos da América quererem
deitar mão ao petróleo venezuelano e, consequentemente, quererem derrubar o
homem…
Ora, este argumento é verdadeiramente peculiar por
algumas razões principais; a primeira, é que os EUA eram o principal cliente da
Venezuela de onde importavam cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia.
Duvido que ainda o façam, mas se fizerem, pagam-no ao preço do mercado, ou
seja, no spot market de Nova Yorque,
a tabela varia a todo o momento, conforme poderão constatar – eis o link – se quiserem ver como as coisas se passam:
Mas, independentemente dessa razão
ponderosa, os EUA são hoje o maio produtor mundial de petróleo superando mesmo
a Rússia e a Arábia Saudita, conforme nos diz Monjardino na mesma crónica, nos
seguintes termos: «o renascimento
energético dos EUA […] a agência federal da energia anunciou que a produção
petrolífera do país atingira os 12 milhões de barris diários. É o valor mais
alto de sempre. […] muito deste petróleo deverá ser exportado e fará
concorrência ao da Arábia Saudita e Rússia nos mercados internacionais».
Quer isto dizer mais coisas importantes:
os EUA já não precisam do petróleo venezuelano, muito menos de ‘sujar’ as mãos
para o ir buscar; são um exportador líquido, não estão dependentes de
ditadorzecos de meia-tigela como Maduro e como aconteceu no passado em que os
interesses geoestratégicos ditavam, por vezes, políticas eivadas de imperialismo, quando não autênticos
golpes de Estado.
A esquerda não quer perceber que já ninguém
percebe nestas circunstâncias, o brandir permanente do papão do imperialismo,
para justificar as dificuldades e os falhanços do regime Venezuelano; os
americanos e a CIA são os culpados de tudo…
As dificuldades são fáceis de explicar,
à cabeça, a queda parcial do preço do petróleo que apesar de tudo, custa hoje
67,55 dólares o barril, mas, sobretudo a maldita ideologia, em todo o lado onde
chega o comunismo chegam as carências de toda a ordem, corrupção desenfreada,
nepotismo e incompetência infrene. E como se não bastasse, há ainda a demagogia
barata e a teimosia acéfala em ainda acreditar na ideologia mais falhada da
história da humanidade, o comunismo…
Comentários
Enviar um comentário