PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MLXXVIII
«[…] este governo é o socratismo, como é
natural que fosse, uma vez que o pessoal político é o mesmo. Não sabemos o que
os actuais ministros sabiam sobre os negócios que, segundo o Ministério
Público, o antigo primeiro-ministro fazia com o poder. Mas certamente que
sabiam tudo sobre o projecto de controle do Estado, da economia e da sociedade
que foi, entre 2005 e 2011, a essência do socratismo. José Sócrates saiu do
retrato, mas o resto da família continua lá, determinada a fazer o mesmo». Rui Ramos, Jornal “Observador”, 12/03/2019.
«Os males que não são percebidos são os
mais perigosos». Erasmo.
O que me mete sempre imensa impressão é o facto de
Sócrates – e só falo no aspecto político – ter levado o país à catástrofe e,
mesmo assim, haver imensa gente que continua a apoiá-lo e ao seu staff político que está em todo o lado.
Um bom exemplo disso é a lista do PS às Europeias, à cabeça com um antigo
Ministro de Sócrates e todos os outros membros também ex-staff de Sócrates ou que faziam parte da sua entourage…
Outra coisa absolutamente notável é o povo português parecer
querer premiar o PS por este ter levado o pais à falência. A argumentação é
sempre a mesma: o Governo de Passos retirou direitos adquiridos, baixou pensões
e salários e congelou progressões entre outras vilanias. As pessoas não querem
ver, muito menos perceber que o anterior Governo foi obrigado a cumprir o
Memorandum de Entendimento assinado entre Sócrates e o seu Governo, por um
lado, e a Troika, por outro, ou não haveria dinheiro da Europa para manter o
país a funcionar...
Todas as vilanias de que viemos a padecer estavam lá
previstas. O Governo PSD/CDS foi um mérito executante e razoavelmente medíocre,
do que estava lá delineado, consignado e assinado.
Outro argumento absolutamente ridículo e falacioso foi a
alegação de esse Governo queria ir além da Troika, mas a verdade é que o
programa da Troika foi mal e porcamente executado e muito ficou por fazer. Não
obstante, imenso do que foi feito ainda hoje beneficia o Governo de Costa, como
a descida drástica do défice de 11 para 3%, e as reformas sobre as leis do
trabalho, por exemplo.
O PS, embora longe da maioria absoluta – quando deveria figurar
em último lugar pelo mal que nos fez – está destacado nas sondagens e isso, é
supinamente absurdo e incompreensível, é como se o povo português estivesse a
dizer a Costa: agora vais ganhar como deve ser – não vais poder ser acusado de
teres usurpado o poder – e podes levar outra vez o país à falência, tens o
nosso apoio, solidariedade e voto!
Que coisa mais estranha, mais supinamente absurda…
Este não é o mesmo povo que, entre outras coisas, cometeu
feitos notáveis alguns séculos atrás… não pode ser o mesmo…
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