PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MLXXVI
“Até agora não houve uma única greve que
tenha resultado de qualquer medida adotada por este Governo. As
greves têm existido em diversos setores, mas resultam de decisões tomadas
por governos anteriores”, António Costa,
Primeiro-Ministro, jornal “Observador”, 15/03/2019.
«Donde a vergonha sai, nunca mais entra».
Aforismo popular.
Nunca vi um político, ainda por cima Primeiro-Ministro,
com mais topete, com mais desfaçatez, com mais pouco vergonha e descaramento
do que este!
A grande maioria das greves e congelamentos de que as
diferentes classes profissionais foram vítimas e que este Governo enfrenta
agora, têm a ver com a falência para que o Governo de José Sócrates atirou o
país. É preciso sempre lembrar este facto porque os socialistas tentam sempre
escondê-lo e culpar sistemáticamente os outros, exactamente o que Costa está a
fazer agora.
Ainda se tivesse a decência de identificar o Governo
responsável pelo que diz, ainda se poderia aceitar parcialmente, mas não, fala
em Governos, no plural, exactamente porque não lhe convém identificar um
Governo de que fez parte e do qual foi co-responsável. É o cúmulo da
desonestidade intelectual falar nos Governos no plural. Tomemos os dois
Governos que o antecederam como se fossem ambos, igualmente, responsáveis pelas
greves com que este Governo tem que se haver hoje em dia:
um, o de José Sócrates, levou o país a uma ignóbil
bancarrota, o outro, o de Passos Coelho, esteve a colar cacos durante quatro
anos, os cacos e destroços em que os socialistas deixaram o país.
Não é a mesma coisa, são coisas completamente diferentes
e até um menino da primária consegue distinguir…
Acresce que Costa governa, dentro em breve fará quatro
anos e que durante esta legislatura a despesa pública cresceu mais de 4 mil
milhões de euros, só com pessoal – quantos milhares de “boys” arranjaram
emprego com este Governo? – cerca de 2 mil milhões. A pergunta é simples:
Com tanto dinheiro, por que motivo não resolveu ele os
problemas dos enfermeiros e dos professores, para só falar nos mais visíveis e
que mais prejuízos e dissabores têm causado aos portugueses? Costa ainda vai
acabar a dizer que a culpa foi de D.ª. Teresa de Leão, mãe de D. Afonso
Henriques…
Perante tudo isto, esboço uma prece:
«Meu Deus, livrai-me dos mentirosos, desavergonhados e
demagogos que se dizem muito meus amigos, porque de políticos como Costa e os
da sua laia, livro-me eu»...
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