PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – MLXXV
«As
críticas às palavras de Leonor Antunes não são exclusivas da direita. Francisco
Assis, eurodeputado do PS, disse também que garante não entender “por que razão
a ministra não se distanciou imediatamente daquela declaração absurda”. No
mesmo sentido, posicionou-se também o eurodeputado do PCP João Ferreira: a
preferência partidária da artista “não deve determinar a sua seleção nem o seu
afastamento da bienal”. Jornal “Expresso”, 16/03/2019.
«Estou plenamente consciente de que
vivemos numa época em que só os obtusos são levados a sério - e morro de medo
de ser compreendido». Oscar Wilde.
Só num
país de pacóvios e provincianos, pode haver uma artista que vai representar o
país numa importante bienal, a de Veneza, nos termos em que esta senhora o faz,
ou seja, tem o topete de dizer que se o Governo – aquele que resgatou Portugal
do lixo e da bancarrota para o qual o Governo socialista de Sócrates, que ela
tanto aprecia, o lançou – fosse de centro-direita, se recusaria a representar
Portugal.
Ora, logo
aqui há uma contradição de base inconciliável, Leonor Antunes representa o país no seu todo,
mas não foi escolhida, concorreu e ganhou. Sendo assim, este facto não
ocorreria nem haveria lugar a toda esta querela ou discussão, por um motivo
muito simples, se o Governo fosse de centro direita e para que Leonor Antunes
fosse coerente, não teria concorrido visto que lhe desagradava o Governo –
escolhido e eleito pelos portugueses – que exerceria funções nesse dado
momento.
Sendo
assim, Leonor Antunes pode ser uma grande artista, não faço ideia nem tenho
intenção de o comprovar, agora uma coisa tenho a certeza que ela é:
uma grande
exibicionista, uma polemista rasca, de terceira categoria e quanto a clarividência,
só me lembro do Wilde que foi um pouco “wild” quando escreveu o que cito…
Ah, e
ainda uma última coisa, não ajuda nada a causa, muito menos a democracia e a
tolerância daqueles que defende, os quais enchem permanentemente a boca desses
atributos…
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