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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MLXLIII

COMUNISMO: UMA IDEOLOGIA QUE PRECISA DE MUROS “REVOLUCIONÁROS” PARA NÃO SOÇOBRAR…
«Construímos muros demais e pontes de menos». Isaac Newton.
«Os militares levantaram na quarta-feira um “muro” no limite fronteiriço de Ureña, entre a Colômbia e a Venezuela, formado por atrelados e camiões-cisterna. […] o Governo de Nicolás Maduro pretende impedir a entrada de ajuda humanitária para amenizar a catástrofe social que o país sofre. Custe o que custar». Jornal “Expresso”, 09/02/2019.
Os muros são, sobretudo, para aprisionar os cidadãos que querem fugir das terras onde «o sol brilhará para todos nós», como em Berlim Leste, ou como na fronteira de arame farpado e minas da Coreia do Norte, ou, agora, da Venezuela, para impedir a entrada de ajuda alimentar e medicamentos num país onde as pessoas estão literalmente, a morrer de fome e onde a falta de medicamentos é chocante, não há aspirinas!
Temos, assim, que o comunismo acaba sempre a erguer muros, enclaves, ilhas de terror – como em Cuba – de miséria, de fome e de carências múltiplas, sob o argumento de que assim defende os cidadãos dos países em que mantém o seu jugo pela repressão feroz e pela força das armas.
Devíamos levantar um muro robusto de protestos contra estas situações e não fazer como o PCP – parece que o BE, com este descalabro completo e inocultável, agora se está a distanciar, não apoia nem Maduro nem Guaidó, mas não passam de um cambada de hipócritas pois sempre defenderam veementemente o Chavismo/ Madurismo! – que apesar disto tudo, juntou umas dúzias de pessoas numa manifestação pindérica a apoiar a revolução Bolivariana, como gostam de lhe chamar.
Eu chamo-lhe a revolução comunista que, inevitavelmente, ergue muros de desgraça como fez – e o Muro de Berlim é um excelente exemplo – invariavelmente, em toda a parte onde chegou ao poder.
Devíamos erguer muros, sim, mas muros de lamentações contra esta ideologia absurda e falhada que já provou do que é capaz em todo o mundo – uma hecatombe e uma desgraça colectiva de proporções dantescas.

 

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