PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MXLVII
«As piores operações
[da CGD] aconteceram entre 2007 e 2009. Nessa altura era ministro das Finanças
Teixeira dos Santos, era ele quem tutelava o banco. Então o acionista não sabia
o que se passava no banco? Acham mesmo que Teixeira dos Santos, ou outros
membros do Governo, não faziam a mínima ideia do que andava a fazer o maior
banco português por eles tutelado? Nesse
mesmo período, era governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio. Será que o
responsável pela supervisão prudencial não tinha obrigação de saber como
estavam a ser autorizados determinados créditos?». João Vieira Pereira, Jornal “Expresso Diário”, 13/02/2019.
«Governar é fazer
acreditar», Maquiavel.
A suposta inacção ou ignorância de Teixeira dos Santos é completamente falsa,
afinal de contas, ele era o Ministro das Finanças que deixou o país resvalar
para uma ignóbil bancarrota, foi co-autor – com esse político de opereta que dá
pelo nome de José Sócrates, o responsável máximo por todas as desgraças que nos
aconteceram desde 2011, Troika incluída – duma falência abjecta e
indesculpável.
Aliás, quem devia saber muito bem o que se passava na CGD, era
Sócrates, por algum motivo tinha lá metido Santos Ferreira e Armando Vara
contra a opinião do seu Ministro das Finanças da altura, Campos e Cunha que,
muito honoravelmente, perante esta exigência absurda só entendível numa lógica
de colocação de “boys” em lugares estratégicos, não aceitou a exoneração da
anterior Administração da CGD e bateu com a porta com estrondo! Percebe-se hoje
claramente como o homem tinha razão!
Já quanto a Vitor Constâncio, tem (tinha) uma reputação à prova de
bala, estou para ver se o levam à Comissão Parlamentar de Inquérito e que
poderá o homem dizer em benefício do seu comportamento enquanto Governador do
Banco de Portugal naquela altura. Com mérito ou demérito, o PS tratou de o
colocar como Vice do BCE. Aguardemos.
Não deixa de ser curioso que o PS esteja desde há algum tempo a
atacar desenfreadamente Carlos Costa e deixe de fora, esqueça, ignore – não se
ouve um pio, nada, silêncio sepulcral… – Vitor Constâncio. Soa claramente, a
areia deitada aos nossos olhos, a cortina de fumo para nos distrair do
essencial, típica no PS…
Vitor Constâncio foi Secretário-geral do PS, enfileira naquela galeria
de notáveis secretários-gerais do PS – cada qual o melhor, o mais excelso – de
Mário Soares, Vitor Constâncio, António Guterres, José Sócrates e agora António
Costa! Depois admiram-se que o país esteja esta desgraça?
De facto, ou este povo tem muito azar ou as suas escolhas são
lastimosas…
Inclino-me para a última hipótese…
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