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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – CMXCVI

«O destino do governo é este: de desastre em desastre, de caso em caso, sempre à espera que nada se lhe pegue. Depois de Pedrogão-Grande, Tancos; depois de Borba, Valongo. Mas a cada uma das infelicidades, temos sempre as mesmas suspeitas: que não terá havido apenas infortúnio, mas falta de organização, de zelo, ou de recursos, e que as autoridades não estão a dizer tudo. A incerteza e a insegurança são os traços que melhor definem esta governação». Rui Ramos, jornal “Observador”, 18/12/2018. 

«Nunca vejo malícia pelo que pode ser explicado pela incompetência». Napoleão Bonaparte. 

É preciso acrescentar que este Governo beneficiou de condições excelentes e únicas: 

·        Todo o trabalho sujo após a bancarrota de Sócrates, foi feito pelo anterior Governo.

·        Herdou um resgate limpo e o país a crescer 1.82% (Pordata) em 2015, o desemprego a baixar sistemáticamente já nessa altura, as exportações a crescer mês após mês.

·        Um Presidente da República amigo e que o levou ao colo desconsiderando completamente a área que o elegeu e que lhe impunha algum distanciamento perante uma Geringonça que o hostilizou fortemente nas eleições que ganhou com o apoio da sua área política, claramente oponente e adversária da Geringonça.

·        As condições da economia internacional foram muitíssimos favoráveis para a sua governação.

·        A compra de dívida pelo Banco Central Europeu e os juros baixíssimos, foram factores únicos, dificilmente repetíveis e que jogaram a seu favor. 

Não obstante tudo isto, o principal, este Governo é completamente incompetente em qualquer área que se analise em detalhe e então no imprevisto, não se fala. Um exemplo: os fogos de Pedrógão, não foi este Governo que substituiu imensos quadros da Protecção Civil por “boys” pouco tempo antes da época de fogos começar? 

Não é difícil antever que quando a situação económica se alterar, junte-se-lhe este grau de incompetência e o mais que previsível fim da Geringonça, e o futuro já não parece assim tão risonho… 

Ramos acaba a sua crónica com um parágrafo lapidar: «O actual governo é uma jangada de náufragos, onde se penduram desesperadamente partidos que, em 2015, perderam uma eleição que todos lhes davam como ganha. Depois de os seus roteiros e programas terem sido rejeitados há três anos, não têm ideias nem sabem para onde vão». 

Tal e qual…

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