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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – CMLXXXV

ANTÓNIO COSTA – UM PRIMEIRO-MINISTRO PATRONO E CAPITÃO-MÓR DE INIQUIDADES…

«Desde 2015 que este governo trata os funcionários como o factor decisivo das vitórias eleitorais. As greves são a maneira de os funcionários obrigarem Costa a pagar mais pelos seus votos». Rui Ramos, jornal “Observador”, 11/12/2018. 

«Quem pensa pouco, erra muito». Leonardo da Vinci. 

A Função Pública, está à vista de todos, é a coutada dos partidos de esquerda que a acarinham, bajulam e tratam nas palminhas. Por quê? Porque rende muitos votos. A última iniquidade é o salário mínimo de 635€ para os seus colaboradores e funcionários, versus 600€ no sector privado. São mais 490€ anuais (35€ X 14 meses = 490€). Por que carga de água? Como é possível e aceitável que o Governo pratique uma política discriminatória entre os seus co-cidadãos, como se uns fossem filhos e os outros bastardos? 

Acrescem as iniquidades das 35 horas de trabalho semanal (que, por sinal, destrambelharam completamente o SNS), versus 37,5, 40 ou mais no sector privado. E “last but not least”, enquanto a Ministra do Mar promove e patrocina iniciativas para dirimir o conflito entre o sindicato dos estivadores e a entidade patronal em Setúbal, com o fim de salvar a Auto-Europa, a Ministra da Saúde recusa-se a negociar com dois sindicatos dos enfermeiros em greve, por estarem em greve, a fim de salvar a nossa saúde… ficámos esclarecidos… 

Outras haverá, estas chegam para vermos o rasto de iniquidades que Costa está a deixar atrás de si… 

Costa está acima destas minudências e também paira acima disto tudo como se houvesse paz social e estivéssemos no melhor dos mundos É verdade que ninguém o confronta com o maior período de instabilidade social – nem no tempo da Troika se viu tal – desde, provavelmente, o ano de 1975 e do PREC. Não obstante, nem com a imprensa amiga, a boa imprensa de que frui permanentemente, Costa consegue, desta vez, escamotear o problema, de tal maneira ele é viral e atinge todos os sectores da sociedade, para seu desconforto… e nosso… 

Costa está a ser vítima do seu próprio veneno – pensou que as pessoas acreditariam na sua balela de que a austeridade tinha acabado, errou! Só a Função Pública parece ter acreditado nele e na cabala espalhada e propalada à exaustão do fim das dificuldades, como se elas tivessem sido mantidas artificialmente pelo anterior Governo por sadismo, e não existissem de facto …  

Pois, se acabou a Austeridade – que não venha agora com essa ‘iniquidade’ que a direita utiliza sempre, de que não há dinheiro; esse argumento é falacioso e indigno de um socialista, de um homem de esquerda, de um político de esquerda, de um governante de esquerda… é óbvio que há sempre dinheiro, muito dinheiro, a jorros, nadamos nele e não precisávamos de ter chamado a Troika, era desnecessário, foi tudo mentira, dinheiro havia e há… défice e dívida com fartura, também! –  por isso, PAGA, Costa!

 

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