PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – CMLXX
«A votação na
especialidade do Orçamento do Estado ditou ontem “uma maioria alternativa” em
que as propostas do PSD e do CDS [sobre a contagem do tempo dos professores]
foram viabilizadas pelos parceiros de esquerda do PS».
Jornal “i”, 27/11/2018.
A direita e a esquerda aliaram-se e infligiram uma dura derrota
a António Costa e ao seu Governo. Não era este Governo, por meio daquele
Secretário de Estado muito original e muito patusco – autor de bacoradas várias;
desde não pagarmos a dívida às pernas dos banqueiros alemães tremerem de medo –
e que, à laia de cereja no topo do bolo, dizia ainda há pouco que doravante o
PS nunca mais precisaria de se aliar à direita para governar? Parece que o
homem se enganou completamente, não foi preciso o PS aliar-se à direita, a
esquerda tratou disso diligentemente, aliou-se à direita…
O que o ele devia dizer era que não era possível governar aliado
à esquerda, por a mesma não ser fiável nem confiável e por ter uma agenda
própria que não se compadece com “acordos”
com o PS, o velho inimigo de sempre, que está bem vivo, como se
comprova…
Acresce que se António Costa tivesse um vislumbre de dignidade –
coisa que não tem, nem uma ténue réstia – numa situação como esta, devia,
evidentemente, demitir-se porque tudo o que alegou para derrubar o último
Governo e o impedir de governar apesar de ter ganho as eleições, era mentira e falhou ontem, mais
uma vez, rotunda e desavergonhadamente!
Nada disto invalida o erro crasso que o PSD e o CDS estão a
cometer – quando amanhã forem governo, se forem… e a cometer erros destes não
vão lá das pernas tão cedo, vão ficar muito contentes por herdarem mais 600M€
anualmente em despesa estrutural, fixa, sem contar com a contaminação a outras
áreas do funcionalismo público – que
falta de visão estratégica, até dói, e não se salva nem serve de consolação,
por mais uma vez, por em evidência a fragilidade e inconsistência ideológica e
na prática da Geringonça…
Triste prémio de consolação quando sabemos que não há qualquer
argamassa ideológica ou de outro teor – que não seja chegar ao poder e mantê-lo
a todo o custo.
Costa engole todas as afrontas – estão todos na mesma luta –
manterem-se no poder, com mais ou menos traições, a qualquer custo, mesmo o da
integridade, brio e decência e coerência…
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